O debate deste domingo (19), na Record, esteve longe de alcançar o nível decente de civilidade que o povo brasileiro merece. No entanto, é justo reconhecer que os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) diminuíram o grau de ataques rasteiros.
Não, não pense que o tucano e a petista estiveram ontem menos viscerais no embate em face de consciência pesada de ambos. Nada a ver. A razão para um nível de embate mais compatível com a democracia – repito, ainda não no nível de decência que povo brasileiro merece, porém menos rasteiro – está intrinsecamente ligado às últimas pesquisas de opinião que revelaram o aumento nos índices de eleitores indecisos e que disseram votar brancos e nulos.
Ainda bem que os marqueteiros de ambas as campanhas estão atentos ao sentimento do eleitor. Tão logo perceberam que a abaixaria não ajudava nem um nem outro, repensaram suas estratégias, que ainda está longe daquilo que se espera de candidatos à Presidência.
Ainda teremos propaganda no rádio e na tevê, que, infelizmente, estão de baixo nível e nada propositivas. Na sexta-feira (24) está marcado o último debate desse segundo turno, na TV Globo.
Impossível dizer quem será o eleito. A eleição está dividida ao meio. Os marqueteiros sabem que o pleito será decidido nos detalhes. Quem errar menos leva a parada.
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