A pesquisa que se desmente
POR RICARDO MARQUES
Tem pesquisa que revela o eleitor.
E tem pesquisa que revela quem a fez.
Aquela do Instituto Veritá, divulgada semana passada, não é retrato — é rascunho mal apagado.
Começa pelo básico: a pesquisa teria sido divulgada antes mesmo de terminar. É isso mesmo. O resultado chega antes da realidade. Nem Mãe Dinah arriscaria tanto.
Depois vem o dinheiro: mais de cem mil reais pagos pelo próprio instituto. Generosidade súbita? Ou investimento com expectativa...
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Elogio à solidão
POR RICARDO MARQUES
O poeta advertiu: “a solidão é fera, a solidão devora, e causa um descompasso no coração”.
É verdade. Mas nem toda solidão é abismo. Há uma outra — silenciosa, discreta — que não devora… lapida.
A solidão também é oficina da alma.
É no recolhimento que a gente se escuta sem ruído, sem plateia, sem máscara. É ali que os pensamentos criam coragem, que as dores encontram nome, que a consciência deixa de sussurrar… e passa a falar.
Num mundo...
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Tijolo que muda destino
POR RICARDO MARQUES
Há políticas públicas que rendem manchete.
E há aquelas que mudam vida — mesmo sem fazer barulho.
O Minha Casa, Minha Vida está mais para a segunda categoria.
No Maranhão, os números falam por si — e, nesse caso, falam alto: foram 25,8 mil moradias entregues entre 2023 e o início de 2026.
Uma média de mais de 8,4 mil por ano.
Mas o dado que realmente revela a escala do movimento é outro: 70,1 mil unidades contratadas no estado, com R$ 7,6 bilhões...
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Avanço que cobra mais
POR RICARDO MARQUES
Os números mais recentes da alfabetização no Brasil trouxeram uma boa notícia — mas também um alerta.
O Maranhão avançou.
Saiu de 56% de alfabetizados em 2023 para 69% em 2025.
Ultrapassou a média nacional que ficou em 66%.
Esses números confirmam aquilo que venho afirmando: ainda que gradualmente, o Maranhão tem avançado sob a gestão do governador Carlos Brandão.
É um fato. E precisa ser reconhecido.
Mas aí entra a pergunta que realmente...
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Novo… até a página dois
POR RICARDO MARQUES
O agora ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, já se apresenta como pré-candidato ao governo do Maranhão embalado por dois rótulos bem construídos: o de “política nova” e o de “bom gestor”.
Mas convém separar marketing de realidade.
Braide não é novo na política.
Está na vida pública há anos, foi deputado estadual, deputado federal, dirigente da CAEMA… — conhece o sistema por dentro. Não é um outsider. É, no máximo, um político que...
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Quarta-feira da Traição
POR RICARDO MARQUES
A tradição cristã chama a Quarta-feira Santa de Dia da Traição. É quando se recorda o momento em que Judas decide entregar Jesus por algumas moedas. A história é antiga, mas o mecanismo é eterno: a troca de lealdade por conveniência.
Talvez por isso a política seja um terreno tão fértil para traições. Ali, muitas fidelidades duram apenas até a próxima eleição — ou até a próxima oportunidade. Entenda: mudar de opinião ou trocar de grupo é...
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Entre o indício e a prova
POR RICARDO MARQUES
O parecer da Procuradoria-Geral da República sobre o caso do Maranhão traz uma lição que vai além da política — e entra no coração do Estado de Direito.
A PGR foi clara: a denúncia narra fatos graves, que merecem apuração. Mas não há, neste momento, prova inequívoca capaz de sustentar uma medida extrema como o afastamento de um governador.
E aqui está o ponto central.
No calor da disputa política, é tentador transformar suspeitas em certezas....
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Juiz não pode — ou não deve?
POR RICARDO MARQUES
A atuação do ministro Flávio Dino em casos que envolvem ex-aliados do Maranhão tem gerado debate — e não é por acaso.
O mais prudente, o mais elementar, o mais institucional seria ele dar-se por suspeito. Afastar-se. Evitar o ruído.
Ocorre que, no Brasil de hoje, o problema já não é só o que se faz. É o que se normaliza Prudência virou quase um gesto revolucionário.
E é aqui que entra o ponto central — que muitos fingem não entender. No Direito,...
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A fé que move o homem
POR RICARDO MARQUES
Dizem que a fé move montanhas. Mas será mesmo? Ou será que ela, antes de tudo, move o homem — e é o homem, quando se move, que acaba deslocando as montanhas da vida?
Porque a montanha de verdade não é de pedra. É o medo, a dúvida, o desânimo, a solidão. E contra isso, não há trator, não há máquina, não há poder humano que resolva sem um empurrão invisível… esse empurrão que a gente chama de fé.
Mas será que é possível viver sem fé? Eu...
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A caneta e o voto
POR RICARDO MARQUES
Quando a política deixa de resolver seus próprios conflitos, ela recorre ao Judiciário.
E quando recorre demais algo muda no jogo.
O que estamos vendo hoje no Maranhão não é apenas uma disputa entre grupos.
É um sintoma.
Decisões judiciais começam a produzir efeitos diretos sobre o poder político —
quem fica, quem sai, quem pode, quem não pode.
E aí surge a pergunta que realmente importa:
quem governa — o voto ou a caneta?
Não se trata aqui de...
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