Ricardo Marques

Finalmente prefeitura admite que não despoluiu Riacho do Ponte e alerta população

Publicado: 23/06/2017 09:29 - Atualizado em 23/06/2017 00:00 - 0 comentário


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A TV Sinal Verde mostrou a verdade nua e crua sobre as condições de balneabilidade do Riacho Ponte. De acordo com o relatório de análise da água coletada mês passado, o principal afluente do Rio Itapecuru em Caxias, e um dos mais belos cartões postais da cidade está impróprio para o banho. Agoniza pela ação perversa e devastadora do homem. Esgotos sanitários deságuam no leito. Lixo residencial é jogado dentro como se lá fosse um depósito de porcarias.

 

Outro dia a prefeitura fez um serviço de limpeza na Piscina do Ponte. Uma ação tal qual fora realizada por todas - repito, todas -, as administrações municipais, sem exceção - nos últimos 30 anos. A diferença é que, desta vez, houve um estardalhaço medonho da mídia governista, inclusive nas redes sociais. Tão medonho que ficou parecendo que o riacho havia sido despoluído. Pessoas, crianças, inclusive, passaram a mergulhar nas águas do Ponte, como se o local estivesse próprio para o banho, o que não é verdade. E o pior: mesmo sabendo do risco à saúde daquelas pessoas, a prefeitura demorou para alertá-las do grave risco de contaminação por micróbios e bactérias que podem levar a doenças e, quiçá, à morte. Falta de sensibilidade e cuidado com a saúde da população. Somente nesta quinta-feira (22), após muitos se arriscarem nas águas contaminadas, que placas de alerta foram colocadas nos arredores.

 

Revitalizar o Riacho Ponte é perfeitamente possível. Mas vai exigir muito mais do que conversa fiada. Serão necessários investimentos da ordem de milhões de reais. E verdade seja dita: a prefeitura não tem como bancar o projeto sozinha. Foi pensando nisto que o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Humberto Coutinho, apelou ao governador Flávio Dino, que já deu sinal verde para a despoluição do riacho. Não será um trabalho simples. Além de construir sistemas de esgotamento sanitário nas redondezas, vai ser preciso envolver a comunidade, que terá de mudar certos hábitos, como jogar porcarias dentro do riacho, por exemplo.


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