Ricardo Marques

Que as paixões políticas exacerbadas não destruam amizades verdadeiras

Publicado: 21/10/2014 19:23 - Atualizado em 21/10/2014 00:00 - 0 comentário


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Chega a ser lamentável o comportamento de alguns eleitores neste segundo turno da eleição presidencial. Nas redes sociais, principalmente, sequer amizades que, imaginavam-se consolidadas pelo longo tempo e afinidades, resistem ao embate virulento em face da polarização tucano-petista.

 

A meu ver, esse acirramento visceral no confronto de opiniões foi alimentado, também, pelo comportamento antiético e oportunista – que beirou ao doentio – dos candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves.

 

Alguém há de dizer que esse clima beligerante tem a ver pelo fato de a disputa presidencial está pau a pau. Faz sentido, estamos a quatro dias apenas do pleito e ninguém de bom senso pode afirmar quem será o próximo mandatário do País.

 

Entretanto, quando os candidatos passam a usar termos de baixo nível para se referirem um ao outro, por certo os eleitores mais fanáticos se deixam levar no embalo e passam a agredir quem vota no outro candidato e vice-versa.

 

A cada eleição realizada no Brasil, durante os últimos anos, observa-se o agravamento de detalhe pouco lisonjeiro quanto ao evoluir de sua conscientização política. Ainda prevalece a crônica lavagem pública de roupa suja entre os opositores, em lugar de debates sobre temas fundamentais ao desenvolvimento do País, tais como o aprimoramento nas áreas da saúde, educação, segurança pública, economia interna e externa, relacionamento internacional e outros assuntos do mesmo porte.

 

É tolice achar que se vai mudar o voto do outro, por mais consistentes que sejam os argumentos trazidos à baila. Voto é algo muito pessoal; não se muda com base em argumentos levantados no calor de discussões. Mudança de voto tem a ver com elementos mais profundos, que calam forte na alma de cada eleitor. E isso independe de ideologia, cor partidária, credo religioso, opção sexual ou qualquer coisa que o valha.

 

Que as paixões políticas exacerbadas não destruam amizades verdadeiras. E que amigos de verdade sejam mais tolerantes com as opiniões antagônicas, e não se tratem como fraticidas. Eleições passam, outras virão, e a vida continua sempre.

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