Entre os fatores que explicam o entusiasmo da classe política com a possibilidade de Cleide Coutinho ocupar a vaga de vice na chapa majoritária encabeçada pelo governador Flávio Dino estaria o fato de que, num eventual novo governo dinista, haveria um canal de interlocução direta com o governador, nos moldes e nível daquele que existia na pessoa de Humberto Coutinho, até este falecer no primeiro dia deste ano.
Faz sentido! Flávio era muito próximo de Humberto, como é de Cleide. A relação do governador com o casal Coutinho é umbilical desde quando ele deixou a magistratura para ingressar na seara político-partidária. Aliás, o próprio governador nunca escondeu isso de ninguém. Dizia em alto e bom som que HC era o copiloto de seu governo. Natural supor que ela, pelo histórico que construiu com apoio do marido e por via própria também, reúna predicados suficientes para ocupar o vácuo.
Ainda ontem, dois colegas jornalistas, assessores próximos de prefeitos de duas importantes cidades do leste maranhense, confidenciaram a este redator que os mandatários municipais por eles assessorados acolheram muito bem a possibilidade de Cleide Coutinho ser a candidata à vice de Flávio Dino, e até já sugestionam junto a deputados de suas bases no sentido de exporem suas opiniões favoráveis à consolidação do nome da "mulher", como a estão chamando nos bastidores.
O nome de Cleide Coutinho, portanto, carregaria em si um fator agregador importante para a chapa dinista.
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