O carnaval passou e a banda já não toca mais. A alegria, efêmera, deu lugar a tristeza de uma realidade doentia. Este ano o Reinado de Momo em Caxias (MA) foi pobre. Não que tenha custado pouco para os cofres da municipalidade. Foi um carnaval caro para o povo que bancou a conta. Paradoxalmente, no entanto, embora tenha custado caro, foi pobre. Pobre de criatividade. Reinou o besteirol que incensa os medíocres e só embala elogios de babões.
Este ano a Prefeitura matou o desfile das escolas de samba, uma tradição bonita e alegre que movimentava meio mundo de pessoas e exercitava a criatividade dos nossos carnavalescos e brincantes. Pode um Carnaval sem desfile de escola de samba? Pode, é tosco, mas pode!
Também não teve o Corso, que caminhava para virar outra tradição do carnaval caxiense. Morreu natimorto. Assassinado.
Com as cinza do pós-carnaval, veio a dura realidade atual de Caxias. Na UPA e nos postos de saúde não tem remédio nem para aliviar dor de dente.
Um homem com fortes dores na coluna foi levado para a Unidade de Pronto-Atendimento. O médico plantonista quase não nada pôde fazer. Admitiu ter mandado o paciente de volta para casa porque lá, na UPA, não havia uma Cibalena sequer.
Pobre Caxias!
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