A relação do governador Flávio Dino e o deputado federal José Reinaldo Tavares nunca esteve tão abalada. Em tom amargo, Zé Reinaldo manifestou-se publicamente. Disse estar se afastando do aliado. Não falou em rompimento – pelo menos não usou este termo -, mas deixou claro que vai tentar viabilizar sua candidatura ao Senado por outras vias - mais direto impossível!
O caso ganhou ampla e exaustiva divulgação em jornais e blogs da capital - alguns com o nítido objetivo de alimentar o racha entre os dois. Não era para menos. Zé Reinaldo é um dos grandes articuladores políticos do Maranhão. Era governador quando rompeu com a sarneyzada e ajudou eleger o saudoso Jackson Lago, num momento histórico. Depois avalizou o ingresso de Flávio Dino na seara político-partidária - quando o hoje governador largou uma exitosa carreira na magistratura.
Um rompimento não faz bem nem para Zé Reinaldo e nem para o governador Flávio Dino. Ambos perdem. Zé Reinaldo enxerga indisposição em Flávio Dino para lançá-lo candidato ao Senado na chapa majoritária dinista. Não há sinais evidentes e inequívocos disso. Mas pode ser que sim. Flávio tem um grupo para liderar - algumas questões ele não decide sozinho. E a atuação de Zé Reinaldo na Câmara dos Deputados – a favor do impeachment de Dilma Rousseff e das reformas propostas pelo governo Temer - convenhamos, contrariou meio mundo de aliados. A questão é puramente ideológica, nada de pessoal. Mas é ruim perder um aliado político do naipe de Zé Reinaldo.
O diálogo entre os dois precisa ser exercitado à exaustão. Este afastamento de Zé Reinaldo das bases dinistas - caso se concretize mesmo - está potencializado pela ausência do deputado Humberto Coutinho - um líder que sempre agia no sentido de manter o grupo unido, ainda que não homogêneo. Se vivo ainda estivesse, o Grandão, com certeza, já teria pacificado o ambiente e feito os dois líderes chegarem a um bom termo.
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