
Na falta de um nome novo e competitivo, o grupo Sarney recorre ao de Roseana para tentar voltar ao Palácio dos Leões. Uma empreitada nada fácil. Pelo o que se viu até aqui, nas passagens da Branca por cidades do interior maranhense, a população não tem sido, digamos, receptiva às pretensões da chamada “Caravana da Guerreira”.
O que, convenhamos, não era para menos. Dizer que o governo de Roseana foi malfadado é pouco. Aquilo foi um atentado a moral e a dignidade do povo maranhense. Quando Roseana Sarney foi apeada do poder, em dezembro de 2014, deixou 64% da população maranhense passando fome; 19% de analfabetos; A mortalidade infantil afetava 39 bebês em cada mil nascimentos. E apenas 7,8% dos domicílios tinham computador. Ao final, aquele ciclo de 50 anos, aproximadamente, revelou-se uma tragédia humanitária.
Agora, passados pouco mais de 3 anos desde que foi derrotada pela esquerda liderada pelo governador Flávio Dino, a oligarquia que dominou o Maranhão por 5 longas décadas quer voltar a dar as cartas novamente no Estado. Aposta na falta de memória do povo!
O problema é que os números são implacáveis. A longevidade da oligarquia no poder deixou os maranhenses mergulhados numa situação tétrica. Não deixa de ser incrível como um grupo político tão experiente, de membros calejados e passados na casca do alho, não tenha se atentado para a necessidade de renovar-se. A humanidade mudou, e parece que alguns políticos não conseguiram acompanhar a mudança.
Fonte: TV Sinal Verde
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