A cúpula do grupo Sarney insiste no fomento à candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) para o governo do Estado. Com uma pesada carga de rejeição a dificultar-lhe o próprio nome, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) parece estar desestimulada para entrar de cabeça na disputa eleitoral. Pela cotação de hoje, o governador Flávio Dino (PCdoB) caminha célere para uma reeleição sem solavancos. Razão pela qual os Sarney compreendem a necessidade de estimular outros nomes a entrarem na corrida ao Palácio dos Leões, nem tanto embalados pelo sonho de retomarem o poder estadual, mas, sobretudo, a fim de reunirem condições mínimas de disputarem a eleição para o Senado de olho em uma das duas vagas que estarão em aberto.
Para piorar a situação dos sarneyzistas, a última pesquisa Datafolha revela aumento da rejeição ao governo Temer – principal avalista de uma eventual candidatura de Roseana. Nada menos que 82% dos eleitores entrevistados consideram a gestão emedebista ruim ou péssima. Um alta considerável de 12 pontos percentuais na rejeição, se comparada com o último levantamento feito em abril pelo mesmo instituto. Hoje, apenas 3% acham que Temer faz um ótimo ou bom governo. Outros 14% afirmam que a gestão emedebista é regular.
Os números da pesquisa explicam a razão do porquê Roseana virar uma arara toda vez que alguém relaciona o nome dela ao presidente Temer. Ocorre que esconder a relação umbilical que os Sarney mantêm com o governo temerista é um tanto quanto impossível. O Brasil inteiro sabe que o ex-presidente José Sarney está no topo da cadeia hierárquica do velho MDB de guerra – no mesmo patamar hierárquico de Renan Calheiros, Jader Barbalho, Moreira Franco, Elizeu Padilha, Romero Jucá, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Eunício Oliveira, Edison Lobão e o próprio Michel Temer – são estes os “senhores do Brasil”.
Embora tenham sido aliados de Lula e Dilma, quando o PT esteve no poder, os Sarney foram decisivos na orquestração e consolidação do projeto que resultou no impeachment da presidente Dilma Rousseff e levou Temer a ocupar o Palácio do Planalto. Tanto que, tão logo foi sacramentada na Câmara dos Deputados a votação que pôs fim a era petista, Roseana não se fez de rogada na hora de curtir uma noitada organizada pela alta cúpula emedebista e aliados para comemorar o golpe final, conforme fora revelado na época pelo jornalista Ricardo Noblat (vide foto acima).
Fonte: Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Humberto Gomes de Oliveira
12/06/2018 10:21
Essas pessoas que atrasaram Maranhão deveriam ter vergonha da pobreza dos maranhenses e a riqueza da família Sarney cadeia neles espere Bolsonaro assumir irão atraz dele só esperar Humberto