
O indefectível ministro Gilmar Mendes (foto) — quem diria, hein?! —, foi decisivo no julgamento da presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, que restou absolvida ontem à noite pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), juntamente com o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, ambos condenados anteriormente por outras instâncias.
Os ministros Edson Fachin (relator do processo) e Celso de Mello votaram por converter a condenação para conduta de caixa dois. Já os ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski — ministros cujos votos são normalmente mais associados a posições favoráveis ao PT — embora Toffoli muitas vezes tenha destoado dessa lógica — votaram pela absolvição total dos réus. Foi aí que Gilmar Mendes entrou em cena de maneira decisiva para virar o jogo a favor do casal petista.
Esta não foi a primeira vez, diga-se de passagem, que Gilmar Mendes, um desafeto confesso dos petistas, proferiu voto em favor dos membros do partido. Já havia sido assim no julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desta feita, seu voto foi decisivo para livrar a dirigente máxima petista de qualquer condenação.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) queria a condenação do casal petista, acusando-o de receber propina da ordem de R$ 1 milhão em espécie, desviados supostamente da Petrobras — dinheiro que teria sido usado na campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Os ministros, porém, entenderam que a denúncia não conseguiu provar que os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro foram de fato cometidos.
SUSPENSE – A 2ª Turma do STF é a mesma que vai julgar, na próxima terça-feira (26), um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Lula da Silva. O julgamento de ontem nada tem a ver com o da próxima semana, mas... Tchan-tchan-tchan-tchaaaan!!!
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