Ricardo Marques

Eleição para governador do Maranhão caminha para ser decidida em primeiro turno, mas poderá haver surpresa na 3ª colocação

Por: Ricardo Marques | Publicado: 18/07/2018 10:02 - Atualizado em 31/12/1969 21:00 - 1 comentário


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Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge

O prazo para as convenções partidárias começa depois de amanhã e os principais blocos que disputarão a corrida eleitoral no Maranhão apresentam realidades diametralmente distintas. Pela cotação de hoje, o governador Flávio Dino (PCdoB) deverá ser reeleito sem sobressaltos, e já em primeiro turno. Com sua chapa majoritária fechada e pré-anunciada, o comunista surfa num mar de popularidade. O quadro é tão favorável às pretensões do atual inquilino do Palácio dos Leões que, pela cotação de hoje, já se poderia admitir, inclusive, a possibilidade de FD fazer os dois senadores. 

A tarefa é amazônica, não há como negar. Até pelo grau de dificuldade advindo, sobretudo, da capilaridade e peso eleitoral dos pré-candidatos ora postos pela oposição – dois ex-governadores e um deputado federal de 10 mandatos consecutivos. Porém, não é impossível. Os dois nomes apresentados pelo governador atendem ao desejo de uma representatividade senatorial do Maranhão alinhada às diretrizes que norteiam o projeto comunista de governança. O pré-candidato Weverton Rocha (PDT), por exemplo, está muito bem encaminhado – se não tiver alguma intercorrência desmesurada pelo caminho, fatalmente, o pedetista será eleito senador. O segundo nome posto na raia comunista – o da deputada federal Eliziane Gama (PPS) – começa a despontar, à medida que ela intensifica suas andanças pelo interior do estado.

Principal oponente ao governador Flávio Dino, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que faz uma pré-campanha sorumbática, até pela falta de entusiasmo popular por onde ela tem passado – em Caxias, por exemplo, foi um fracasso histórico –, teve ontem um alento com a desistência do cunhado Ricardo Murad (PRP), que desistiu de concorrer ao Governo do Estado ao tempo em que anunciou apoio à candidatura da cunhada. Mas, convenhamos, tal fato já era esperado e não fugiu às raias da obviedade.

O fato é que, há 81 dias do pleito, a oposição se apresenta estagnada na corrida para os Leões, com as atenções mais agudas voltadas para o provável embate que deverá ser travado entre Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL), na disputa pela terceira posição no pódio de chegada. Há quem justifique que o fator Bolsonaro será determinante e que, a despeito da falta de estrutura partidária, a ex-prefeita de Lago da Pedra vai superar o tucano.



Fonte: Ricardo Marques

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Comentários


José de Arimatéia e Silva

23/07/2018 08:13

Ricardo o perigo não é Maura Jorge chegar na frente do Roberto Rocha , o problema é ela ajudar a provocar o segundo turno ? E não é novo.. se Roseana enfrenta segundo turno já era eleição.... Ouçam os os murmúrios do povo.