
Os números da pesquisa para a corrida senatorial no Maranhão, feita pelo Instituto Exata e publicada na edição desta quarta-feira (25) do Jornal Pequeno, confirmam aquilo que a maioria dos observadores da cena político-eleitoral maranhense vem apontando nos últimos meses: a eleição para o Senado terá a disputa mais ferrenha da história, mas com possibilidade real de o governador Flávio Dino (PCdoB) fazer os dois senadores, devendo, manter, assim, a tradição estadual, onde, historicamente, o governador que lidera o primeiro turno sempre elegeu os senadores da sua chapa.
A pesquisa Exata/JP (MA-06768/2018) traz os pré-candidatos do grupo Sarney, Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV), na liderança com 24% e 23%, respectivamente, porém seguidos bem de perto pelos dois pré-candidatos do governador, Weverton (PDT) e Eliziane Gama (PPS), rigorosamente empatados com 20%. Um pouco atrás vem Zé Reinaldo (PSDB) com 16%. Os números foram colhidos entre os dias 15 e 20 do corrente mês de julho, quando foram entrevistados 1.404 eleitores de todas as regiões do estado. Se levado em conta o fator margem de erro (3,2%), ter-se-á o chamado “empate técnico”.
O quadro, portanto, está embolado e indefinido. Porém, é preciso levar em conta, também, que a corrida senatorial é diferente daquela para o governo. Nesta, a “largada” do candidato tem forte influência no resultado final – o governador Flávio Dino, por exemplo, que pela mesma pesquisa tem hoje 60% dos votos válidos, dificilmente deixará se ser reeleito – e em turno único, inclusive –, salvo se até o dia da eleição houver alguma intercorrência de efeitos catastróficos, o que, a título de hoje, é algo descabido.
Já na eleição de Senado, o que define a corrida é a “chegada”. Sair na frente não é sinônimo de vitória. O mais importante é embalar durante a campanha, que, no caso maranhense, repita-se, sempre teve o resultado para senador umbilicalmente atrelado ao de governador. E aqui cabe lembrar que o chamado efeito impeachment ainda será levado em conta pelo eleitor, tanto que todos os pré-candidatos, sem exceção, se esforçam para aparecerem como defensores da causa “Lula livre” – alguns, no entanto, parecem apostar que o eleitor é um bobo desinformado e desmemoriado.
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Comentários
josé roberto nunes
25/07/2018 13:59
não muda nada nesse Maranhão!