Ricardo Marques

Catulé Jr. foi vítima de gesto deselegante, ultrajante e desnecessário

Publicado: 07/08/2018 08:51 - Atualizado em 07/08/2018 00:00 - 2 comentários


Compartilhe:


 Não se fazem mais políticos como antigamente

O ex-secretário municipal de Governo de Caxias, Catulé Jr. (PSDB), foi vítima de um evidente gesto que mistura ingredientes de desfeita com traição. Depois de anunciado meses atrás como 1º suplente na vaga do candidato ao Senado José Reinaldo Tavares (PSDB), simplesmente o jovem advogado caxiense restou rifado horas antes da convenção partidária que selaria os nomes da chapa majoritária tucana. 

Vale lembrar que o anúncio de Catulé Jr. como suplente de JRT foi feito em grande estilo. Um megaevento numa tradicional casa de eventos da cidade reuniu a nata de aliados do governo gentiliano e mais um expressivo número de políticos importantes desta e de outras regiões do estado, que vieram protocolar apoio ao naquela época ainda pré-candidato ao Senado e seu suplente. Mas eis que veio a convenção e o jogo virou de maneira abrupta, covarde e inesperada. 

Abrupta porque se deu de rompante, na última hora. Covarde porque deixar para anunciar um descarte desse, da maneira como foi feito, evidencia um inconteste ato de covardia explícita. E inesperada porque, ainda que a seara político-partidária seja um ambiente promíscuo, onde as relações são descartáveis, Catulé Jr. havia feito a parte dele e foi, sim, importante para a  consolidação do nome de JRT, sobretudo naqueles momentos de turbulência causada pela crise interna tucana.

Não é primeira vez que Catulé Jr. sofre uma passada de perna de seus correligionários e aliados. O acordo que havia entre ele e o prefeito Fábio Gentil (PRB) – de fazê-lo candidato a deputado estadual com apoio do chefe palaciano – começou a se desmilinguir tão logo o “Cabeludo” assentou-se no Palácio da Cidade, e foi literalmente pras cucuias no início deste ano, quando o mandatário municipal caxiense tornou público o desejo de consumo familiar ao impor a candidatura de seu genitor, Zé Gentil (PRB), em detrimento daquela anteriormente acertada, ainda durante a campanha eleitoral que possibilitou-lhe virar prefeito de Caxias.

Agora o mal afamado gesto de perfídia vem do PSDB, que tem entre seus próceres algumas estridentes figuras que vira e mexe chamam seus ex-aliados de traidores. Que feio!

Deixe seu comentário aqui

Verificação de segurança

Comentários


Marcos Antonio

07/08/2018 10:16

Perdeu meu voto, agora voto Weverton e Sarney Filho


Leônica

07/08/2018 09:55

Fica a lição... Avalie melhor seus amigos e aliados!