José Reinaldo inverteu a ordem e fez um limão de uma limonada
O candidato ao Senado José Reinaldo Tavares (PSDB) emitiu nesta terça-feira (21) um comunicado oficial para tentar explicar a lambança que resultou na “desindicação” do ex-secretário municipal de Governo de Caxias, Catulé Jr. para sua primeira suplência, após o jovem advogado ter sido anunciado em evento de pompa e circunstância que reuniu numa tradicional casa de eventos da cidade todo o grupo político liderado pelo prefeito Fábio Gentil (PRB) e atraiu lideranças relevantes na seara político-partidária do Maranhão, como o prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando, e o ex-prefeito de Timon, Chico Leitoa, dentre outros.
No comunicado, José Reinaldo conta ter sido surpreendido na véspera da convenção do PSDB com uma exigência da cúpula partidária de que ele teria de abrir mãos das suplências, o que lhe obrigou a sacrificar o jovem correligionário de Caxias.
Interessante observar que a convenção tucana se deu no dia 04 do corrente mês. Passaram-se exatos 17 dias até que José Reinaldo desse o que ele chama de “uma explicação ao povo de Caxias”.
O fato é que ninguém tem errado mais na seara eleitoral do que José Reinaldo, um político experiente, que foi ministro, governador, e é considerado um dos maiores articuladores políticos do estado. Mesmo com toda essa credencial, o candidato tem cometido erros crassos, infantis, como se estivesse sempre fora do tom ou perdido o feeling.
Erro um
Primeiro, José Reinaldo rompeu com o governador Flávio Dino (PCdoB) sem quê nem para quê – pelo menos até hoje JR não conseguiu parir uma explicação minimante convincente para o rompimento.
Erro dois
Depois, convidou um político de Caxias para sua primeira suplência – o que consolidaria sua aceitação junto ao eleitorado local, onde ele é benquisto pelo conjunto da obra que realizou na cidade quando fora governador. Mas aí, ao permitir esse desfecho bisonho contra o correligionário caxiense, pode ter aberto flancos para evasão de apoios e simpatias.
Do bem
Ainda assim, este redator reitera ter JR em boa conta. Um cara leve, do bem. Mas que, ultimamente, tem trocado os pés pelas mãos.
Segue a íntegra da nota:
“Por respeito a Caxias
Tenho ligações profundas com a cidade de Caxias e sua gente. Ao longo dos anos de experiência pública acumulada, sempre deixei minha contribuição ao município, seja como governador, ministro ou deputado federal.
Foi com muita alegria que participei, no início do mês de junho, de uma grande festa em Caxias para anúncio de Catulé Júnior como o meu primeiro suplente para o Senado Federal. O acordo foi fechado e comunicado oficialmente a toda a população em um evento que marcou a minha trajetória política. Na ocasião, tive o imenso prazer de ver todo o grupo do prefeito Fábio Gentil, os vereadores e muitos secretários presentes, além do próprio Catulé, que é meu amigo de longas datas, além de Paulo Marinho, Zé Gentil, os amigos Luís Fernando, prefeito de São José de Ribamar e Biné Figueiredo, de Codó, muitos aliados que adquiri pelos laços do trabalho sério que sempre dediquei a Caxias, notadamente quando fui governador.
A política é uma atividade extremamente realizadora, sobretudo quando existe reconhecimento público do trabalho em prol de uma vida melhor à população. Mas há muitos dissabores que desafiam a serenidade e grandeza de espírito daqueles que a exercem. Todos acompanharam o que se sucedeu com a minha candidatura. Fui vítima de constantes boatarias de que não sairia candidato, que não teria legenda para concorrer pelo PSDB, partido que me convidou para ser candidato ao Senado. Finalmente minha candidatura foi confirmada, com o apoio total do presidente nacional do PSDB, nosso candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin.
Aparentemente, estava tudo resolvido. Mas, na véspera da Convenção do PSDB fui avisado pelas lideranças locais de que o partido exigia a minha primeira suplência e que isso não era negociável, independente dos meus protestos e da minha indignação. Ou seja, eu teria que desfazer todo o acordo e compromisso firmado com o Catulé Júnior. Ainda ofereci a segunda suplência, mas ele, com toda a razão – reconheço – não aceitou.
Tenho uma admiração profunda pelo Catulé Junior, pela sua seriedade e pela firmeza de seu caráter e inteligência. Essa admiração é permanente e nada mudará isso. Espero que a população de Caxias consiga compreender o que houve, uma imposição partidária que não concordei e que quase me leva desistir de concorrer ao Senado, o que fui aconselhado a prosseguir.
Reafirmo que irei continuar a conseguir benefícios para o Caxias. Com a vontade de Deus e do voto do povo caxiense vou buscar viabilizar os projetos que já tracei para defender no Senado Federal, visando ao desenvolvimento social e econômico de Caxias, Região do Cocais e do Maranhão.
Estou à disposição, amigos.
Conto com o apoio de Caxias para consolidar esta nossa vitória!
Zé Reinaldo Tavares
deputado federal e candidato ao Senado (PSDB)
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Comentários
wellyson victor brito da silva
22/08/2018 08:53
Digite seu comentário aqui sim
21/08/2018 19:52
Mesmo com uma segunda suplência seria importante para Catulezinho, pois no decorrer do mandato de senador poderia ter a chance de assumir a cadeira. Só ia depender dos acordos. E mesmo não se elegendo Catulezinho poderia ter seu nome projetado para o futuro político.