
O empresário e radialista César Sabá (foto) renunciou à sua candidatura de deputado federal pelo PSL. Em breve troca de mensagens com este redator pelo WhatsApp, o ex-candidato limitou-se a dizer que saiu da corrida eleitoral e que vai apoiar a correligionária Pastora Bruna (PSL) na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados.
César Sabá disse ainda que vai manter o seu apoio ao candidato a deputado estadual Professor Arimateia e que não se afastará por completo do momento eleitoral e muito menos da seara político-partidária.
Nas entrelinhas, o ex-candidato deixa explícito que pretende disputar um cargo público eletivo em eleições futuras. César Sabá é um nome conhecido na cidade, com penetração em todos os segmentos. Daria, certamente, um bom candidato a vereador nas eleições municipais de 2020. O maior problema a ser superado está na conciliação de suas atividades profissionais com a política – ele atua no segmento farmacista, onde é um dos destacados empresários do setor na cidade.
Quem perde
Com a saída de César Sabá da atual corrida eleitoral, quem perde, de fato, é o eleitor que terá uma opção de conteúdo a menos. O ex-candidato sabe se comunicar com todas as classes sociais, tem feeling político e consubstancia o nível de nomes que pretendem se apresentar como representantes de Caxias no atual processo eleitoral.
Quem perde II
Quem também perde com a saída de César Sabá é a candidata Maura Jorge (PSL), cuja coligação “Renovação de Verdade”, liderada por ela, perde uma das vozes importantes que lhe dão sustentação em Caxias.
Quem ganha
De saída, a desistência de César Sabá beneficia diretamente a candidata a deputada federal Pastora Bruna, que passa a contar com o já declarado apoio do ex-candidato e correligionário, um reforço considerável.
Quem ganha II
Mas outros nomes também devem atrair parcelas do eleitorado que estava disposto a votar em César Sabá. Pelo perfil de independência, parecido com o do ex-candidato, o candidato a deputado federal Luiz Carlos Moura (PSL), por exemplo, também pode ser beneficiado pela migração dos votos que seriam creditados nas urnas em favor do correligionário desistente.
Fonte: Ricardo Marques
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