
Weverton, Flávio e Eliziane: qualquer coisa fora daí só faz bem à oligarquia
O alto clero da oligarquia Sarney já admite internamente que o candidato Weverton (PDT) caminha para garantir um assento no Senado Federal para os próximos 8 anos. O desempenho do pedetista, que segue em ascendência nas pesquisas de intenção de voto feitas pelos mais diferentes institutos e apresenta um volume de campanha muito acima dos demais concorrentes, atesta que ele somente não será eleito se houver uma intercorrência de natureza gravíssima e de proporções amazônicas – o que pela cotação de hoje está fora de cogitação.
Assim, sabedora de que uma vaga para o Senado já estaria praticamente definida, a oligarquia investe tudo para minar a candidatura de Eliziane Gama (PPS) – colega de chapa de Weverton na coligação liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). O mote de que a “irmãzinha” votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pode até ter um viés de verdade, mas é pura artimanha para confundir os eleitores de Lula no Maranhão e desestabilizar a candidata.
A jogada é inteligente, admitamos, e interessa diretamente aos candidatos Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV) que, no desespero, estão a um passo de deflagrarem um processo de autofagia – sobre isso a gente fala outro dia.
Erro maior
A questão é que, se votar em Eliziane seria um erro, “porque a deputada federal votou pelo impeachment”, não votar nela – ao lado de Weverton – seria um erro ainda maior, pois beneficiaria tão somente figuras ligadas umbilicalmente ao mecanismo que inventou e pariu o golpe contra o PT, e que até hoje dá sustentação a esse desastre chamado governo Temer.
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