Ricardo Marques

Marinho Júnior sabe que não será eleito, mas vai para o tudo ou nada; e com mais de R$ 1 milhão para queimar na reta final da campanha

Publicado: 27/09/2018 09:50 - Atualizado em 27/09/2018 00:00 - 1 comentário


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O candidato a deputado federal Paulo Marinho Jr. (PP) certamente está consciente que sua pretensão de se eleger é algo distante; uma quimera. O rebento marinhiano não conseguiu firmar acordos para montar uma base eleitoral consistente para chamar de sua. Embora vice-prefeito de Caxias – um dos maiores colégios eleitorais do Maranhão –, falta ao jovem, que disputa sua quinta eleição consecutiva, um lastro capaz de lhe assegurar uma eleição à Câmara dos Deputados. E para piorar, candidatos influentes e estruturados sambam em seu terreiro, fazendo-o sangrar em praça pública. 

Tirante Caxias, a principal base de PM Jr. é Timon. Entretanto, é notório que lá a situação não lhe é favorável. Os Leitoa – principal grupo político daquele município – têm candidatos competitivos. Mesmo a oposição está dividida e apresenta candidatos da terra, portanto, com capilaridade local – fato que pulveriza o eleitorado. Fora isso, impossível dizer que o rebento marinhiano tem um “reduto”. 

Esta eleição é questão de vida ou morte para os Marinho. Por isso, PM JR. virá com tudo nestes últimos 10 dias de campanha. E com muita bala na agulha para queimar. Mais de R$ 1 milhão. Um dinheiro que, supostamente, teria sido alocado pelo PP, por meio de um acordo firmado entre o pai do candidato, o velho Maracutaia, e o presidente nacional da legenda, o igualmente enrolado senador pelo Piauí, Ciro Nogueira.

Derrotada

A família Marinho – que viveu seu grande momento nos tempos áureos da oligarquia Sarney – foi derrotada em seis das sete últimas eleições realizadas em Caxias. Escapou, na última, com um cargo de vice-prefeito, o que, convenhamos, expõe a decadência da família.

Aposentadoria

Caso saiam mais uma vez derrotados das urnas, os Marinho devem, finalmente, buscar aposentadoria – sobretudo se confirmados os cenários eleitorais que se desenham para as eleições 2018 no Maranhão.

De olho

Fontes do Ministério Público asseguram que haverá uma megaoperação de combate à corrupção eleitoral e que o Parquet não vai tolerar derrama de dinheiro.

Em tempo 

Enquanto este redator concluía o texto acima, nesta quinta-feira (27), o senador Ciro Nogueira (PP/PI) esteve envolvido em mais um escândalo que resultou em operação da Polícia Federal – veja aqui.

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Comentários


acassio

30/09/2018 03:09

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