
Edison Lobão (MDB), 39 anos de mandato público
O senador Edison Lobão (MDB) pode estar a caminho da aposentadoria. As últimas pesquisas de intensão de voto para o Senado mostram que as duas vagas do Maranhão na Câmara Alta do Congresso Nacional devem ser ocupadas, a partir de janeiro vindouro, pelos candidatos apoiados pelo governador Flávio Dino (PCdoB), Weverton (PDT) e Eliziane Gama (PPS).
Com todo respeito ao digno senador, mas já era tempo de Lobão sair. A representação do Maranhão no Senado há tempos precisa ser oxigenada. Edison Lobão tem 39 anos de mandatos. Começou em 1979 como deputado federal. De lá para cá, foi governador e senador. Não ficou um ano sequer sem exercer um mandato. Lobão tem até cidade com o seu nome – algo inconstitucional, que deveria ter sido refutado por ele próprio.
É verdade que todos esses mandatos de Lobão foram conquistados por mérito dele. Entretanto, também é verdadeiro o fato de o nobre político jamais ter disputado uma eleição sem as bênçãos do Palácio dos Leões. Esta, de 2018, é a primeira vez que Lobão vai disputar uma eleição sem poder contar com os apelos da máquina pública estadual. E, pelo andar da carruagem até aqui, dificilmente o velho lobo permanecerá senador.
O tempo, por si só, desgasta a imagem de qualquer político. Contra Lobão há outros elementos que ajudam a corroer sua imagem. O fato de carregar seu filho na primeira suplência é ruim. Lobinho, como é chamado o filho de Lobão, tirou mais tempo que o próprio pai, no atual mandato. Lobinho passou 3 anos e 11 meses no exercício do mandato. Assumiu em 02/02/2011 e só deixou o cargo em 31/12/2014. Já Lobão reassumiu o mandato em 01/01/2015, ficou ininterruptamente até 18/12/2017. Tirou licença de 120 dias (assumindo Pastor Bel), e reassumiu em 20/04/2018 até hoje. No total, Lobinho ficou 3 anos e 11 meses. Lobão 3 anos e 4 meses.
Nesses longos 39 anos de mandato, Lobão sempre foi um político conservador, aliado do poder, independente de quem quer que estivesse lá. Um dos cabeças do MDB, o senador maranhense esteve à frente da articulação que resultou no impeachment de Dilma Rousseff (PT) – um ato de perfídia, diga-se de passagem, pois Lobão era aliado e fora membro influente dos governos petistas; de onde tirou dividendos políticos, inclusive.
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