Senador Tasso Jereissati (PSDB/CE)
Quem acompanha este Blog há mais tempo sabe o respeito que este redator tem pelo senador Tasso Jereissati (PSDB/CE). Respeito que, diga-se de passagem, começou há muito tempo – lá pelos meados dos anos 80 –, quando o tucano deu start ao revolucionário projeto de governo que mudou a cara do Ceará. Homem sério e cumpridor dos acordos políticos firmados por meio da palavra empenhada, TJ é um dos homens públicos dignos deste país.
Agora, em meio ao mar de perplexidade que parece tomar conta da seara político-partidária, que ainda não conseguiu fazer uma leitura exata do que será o governo Bolsonaro, um movimento nas entranhas do Senado começa a ganhar corpo em torno do nome do senador cearense. Um dos principais articuladores é o senador eleito Cid Gomes (PDT/CE). A ideia é que o tucano possa representar a chapa na corrida à presidência da Casa, numa aliança com DEM, PP, Rede, PDT e outros partidos - muitos dos quais, inclusive, já contemplados por Bolsonaro.
Se os partidos de esquerda não conseguem achar um jeito de polarizar com o futuro governo, as siglas de direita e centro-direita também parecem tragadas por uma indefinição na qual as legendas não sabem se fazem oposição ou se alinham ao novo inquilino do Planalto. As idas e vindas do presidente eleito justificariam esse desnorteamento generalizado.
E é aí onde o nome de TJ cresce. O senador foi um dos poucos tucanos contrários ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) e posteriormente à permanência do PSDB no governo Temer. Justificava que o partido tinha de buscar um norte programático – teve até aquele histórico filme da propaganda partidária que expôs as mazelas e fez um mea-culpa da sigla. Os tucanos discordaram, optaram por outro caminho e o final todo mundo sabe, uma derrota acachapante de Geraldo Alckmin – um amargo quarto lugar –, apesar da superestrutura partidária e do amazônico tempo de propaganda eleitoral no rádio e na tevê.
Vale destacar que TJ tem credibilidade e trânsito com todas as correntes que movem o Senado, daí porque seu nome é, sim, uma alternativa de extrema viabilidade. Além do que, pelo respeito que impõe, uma eventual eleição sua significaria uma espécie de assepsia para o próprio Congresso Nacional.
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