
Luiz Pezão, instante em que chegava conduzido à sede da PF/RJ
A prisão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Pezão (MDB) confirma aquilo que este redator e a torcida inteira do Flamengo já desconfiavam: A corrupção se espraiou por todo o sistema político-administrativo daquele Estado. O mandatário estadual fluminense foi preso pela Polícia Federal em mais uma ação da Lava-Jato, no comecinho da manhã desta quinta-feira (29), no Palácio das Laranjeiras – residência oficial do governador do RJ.
Com Pezão atrás das grades, todos os quatro nomes que governaram o Rio de Janeiro entre 1998 e 2018 foram ou estão presos. Mas Pezão é o primeiro a ser preso em pleno exercício do mandato. Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram presos quando já não eram mais governadores.
Além dos mandatários estaduais, nos últimos anos também foram presos figuras importantes na hierarquia da cúpula do poder no Rio de Janeiro, incluindo todos os presidentes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) de 1995 a 2017, passando por dez dos 70 deputados estaduais, cinco dos seis conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) até o Procurador-Geral do Ministério Público Estadual.
Interessante destacar que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, Justificou a prisão do atual governador fluminense em fim de mandato – ele deixa o cargo em 31 de dezembro vindouro – e de mais oito pessoas, incluindo o secretários estaduais de Obras e de Governo e um sobrinho de Pezão, necessárias porque os crimes como o de organização criminosa e lavagem de dinheiro ainda estão em curso.
Ou seja, a despeito daquilo que o mundo diariamente assiste na televisão, com prisões e mais prisões de políticos, a rapaziada abancada no poder continua metendo a mão na cumbuca do erário sem o menor pudor, como se vivessem dentro de uma bolha virtual, alheia a realidade do mundo.
Fonte: Ricardo Marques
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