Eduardo Braide e Marcelo Tavares
O Plenário da Assembleia Legislativa levou 5 horas e 30 minutos desta quarta-feira (05) para aprovar o Projeto de Lei nº 239/2018 – o ‘Pacote Anticrise’ –, proposto pelo Governo do Estado em contraponto aos efeitos da crise fiscal que ameaça parar a máquina pública. Foram 23 votos a favor da aprovação, 7 contrários e uma abstenção. Infelizmente, a discussão em torno da proposta foi superficial, faltou aprofundar nos detalhes.
Dentro do legislativo estadual e sobretudo na ambiência da blogosfera travaram um embate inócuo que apequenou o debate. Claramente, blogueiros e setores da imprensa deixaram de analisar de forma isenta os prós e contras da proposição para se dedicarem à defesa intransigente e cega de interesses que nada tem a ver com as medidas e posteriores efeitos advindos do projeto.
Cada deputado tratou de se posicionar em consonância com o seu alinhamento político-ideológico.
Os governistas se limitaram a enfatizar pontos do projeto que eles consideram favoráveis à população, como a isenção de IPVA para motos de até 110 cilindradas e a redução de ICMS para 100 mil micro e pequenas empresas.
Já os oposicionistas, por sua vez, sentaram a pua, sobretudo, no ajuste da alíquota de ICMS do óleo diesel e da gasolina.
Lamentavelmente, ambos os lados fizeram discursos demagógicos e superficiais, que nada esclareceram à opinião pública.
O melhor embate – talvez o único que se salvou e seguramente o mais sóbrio – foi travado ontem à noite, portanto depois de o projeto já ter sido aprovado pela ALEMA, entre o deputado Eduardo Braide (PMN) – que absteu-se de votar – e o secretário da Casa Civil, Marcelo Tavares, ao vivo no programa Ponto e Vírgula da Rádio Difusora FM.
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Comentários
Maycon Lopes
06/12/2018 14:35
Me pergunto que jornalismo seletivo essE? Porque ameniza ao falar dessa pouca vergonha que é mais esse roubo em forma de imposto?