Ricardo Marques

Assembleia aprova pacote ‘anticrise’, mas embate entre governo e oposição foi inócuo e apequenou o debate

Publicado: 06/12/2018 10:51 - Atualizado em 06/12/2018 00:00 - 1 comentário


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Eduardo Braide e Marcelo Tavares

O Plenário da Assembleia Legislativa levou 5 horas e 30 minutos desta quarta-feira (05) para aprovar o Projeto de Lei nº 239/2018 – o ‘Pacote Anticrise’ –, proposto pelo Governo do Estado em contraponto aos efeitos da crise fiscal que ameaça parar a máquina pública. Foram 23 votos a favor da aprovação, 7 contrários e uma abstenção. Infelizmente, a discussão em torno da proposta foi superficial, faltou aprofundar nos detalhes. 

Dentro do legislativo estadual e sobretudo na ambiência da blogosfera travaram um embate inócuo que apequenou o debate. Claramente, blogueiros e setores da imprensa deixaram de analisar de forma isenta os prós e contras da proposição para se dedicarem à defesa intransigente e cega de interesses que nada tem a ver com as medidas e posteriores efeitos advindos do projeto.

Cada deputado tratou de se posicionar em consonância com o seu alinhamento político-ideológico. 

Os governistas se limitaram a enfatizar pontos do projeto que eles consideram favoráveis à população, como a isenção de IPVA para motos de até 110 cilindradas e a redução de ICMS para 100 mil micro e pequenas empresas.

Já os oposicionistas, por sua vez, sentaram a pua, sobretudo, no ajuste da alíquota de ICMS do óleo diesel e da gasolina.

Lamentavelmente, ambos os lados fizeram discursos demagógicos e superficiais, que nada esclareceram à opinião pública.

O melhor embate – talvez o único que se salvou e seguramente o mais sóbrio – foi travado ontem à noite, portanto depois de o projeto já ter sido aprovado pela ALEMA, entre o deputado Eduardo Braide (PMN) que absteu-se de votar e o secretário da Casa Civil, Marcelo Tavares, ao vivo no programa Ponto e Vírgula da Rádio Difusora FM.

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Comentários


Maycon Lopes

06/12/2018 14:35

Me pergunto que jornalismo seletivo essE? Porque ameniza ao falar dessa pouca vergonha que é mais esse roubo em forma de imposto?