Pela cotação de hoje, é cada vez mais provável a eleição de Tasso Jereissati (PSDB/CE) à Presidência do Senado. O cearense tem se articulado bem e seu nome, que já conta com a simpatia de parte considerável da oposição, também cresce entre os membros e apoiadores do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL).
O empresário Flávio Rocha esteve nesta sexta-feira (21) no escritório político de TJ, em Fortaleza (CE), onde manifestou apoio ao nome do Galeguim na eleição da Mesa Diretora do Senado. Rocha – que é presidente das Lojas Riachuelo e chegou a ensaiar uma candidatura à Presidência da República pelo PRB, mas recuou no apagar das luzes da pré-campanha eleitoral – tem boa relação com Bolsonaro e os principais membros do governo de transição.
Após o encontro os dois trocaram afagos nas redes socais – veja nos prints lá em cima.
O fato é que TJ está bem na fita. Primeiro ele foi lançado na corrida à Presidência do Senado pelo ex-aliado – que, pelo visto, caminha para voltar a ser novamente aliado – Cid Gomes (PDT/CE), ex-governador e senador eleito, uma voz de peso na oposição, certamente. E agora, figuras do futuro governo acenam para o Galeguim, que tem um nome respeitado pelo histórico que construiu ao longo de toda a sua vida pública.
E vale registrar que Flávio Rocha não é a primeira figura influente do entorno de Bolsonaro a visitar TJ nessa fase de articulações que antecede a eleição da Mesa Diretora senatorial. Antes do empresário, já estiveram com o Galeguim, só que em Brasília, o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP), a deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que será o responsável pela articulação política no Congresso.
E não somente o núcleo político bolsonariano buscou aproximação com TJ, nomes da equipe econômica também já foram atrás do Galeguim. O futuro presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o secretário de Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que também vai compor a equipe de Paulo Guedes – futuro superministro da Economia –, pediram um encontro com o senador e estiveram com ele há cerca de 15 dias para tratar de pautas econômicas.
A nova equipe quer o apoio de Tasso para a aprovação no Congresso das reformas e das medidas do ajuste fiscal – o Senado analisa projetos com impacto orçamentário como o da cessão onerosa. Nas eleições para as presidências das duas casas do Congresso, Guedes vê com bons olhos nomes que defendam a política econômica do futuro governo.
A bem da verdade, nem governo e nem oposição encontram nome de perfil mais palatável para este momento que o de Tasso Jereissati, sobretudo nesse instante em que o Senado precisa passar à opinião pública que assimilou a ideia expressada pelo eleitorado nas urnas de outubro da necessária assepsia interna para acabar com velhas práticas nada republicanas.
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!