Weverton Rocha (PDT/MA) e Tasso Jereissati (PSDB/CE)
A candidatura do cearense Tasso Jereissati (PSDB/CE) à Presidência do Senado seque agregando apoios entre os senadores de todas as vertentes. Fatos externos também têm ajudado a impulsar o nome do tucano, como a decisão do ministro Edson Fachin, relator de processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que homologou a delação premiada de Jorge Luz, lobista ligado ao MDB, que atinge o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Renam, que já presidiu a Casa em três ocasiões, conhece como poucos o ambiente senatorial, fato que o torna um candidato difícil de ser batido.
O que não quer dizer que o emedebista seja imbatível. Longe disso, os últimos eventos que marcam a disputa interna no Senado são amplamente favoráveis ao senador do PSDB que tem se articulado para disputar o cargo, inclusive, com interlocução de setores da oposição e com representantes do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Nesta terça-feira (01), o tucano recebeu acenos do candidato derrotado a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, que durante cerimônia de posse do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), na Assembleia Legislativa, perguntado sobre o que achava de Tasso ser o próximo presidente, disse que "é bom para o Senado, o Brasil e o Ceará".
Articuladores da campanha de Tasso contabilizam que o “Galeguim” larga na disputa com 21 a 23 votos. Dentro do total de 81 parlamentares na Casa, o número ainda é baixo, especialmente contra um veterano do Congresso como Renan Calheiros – que conhece as fraquezas do Casa. Porém, as chances de Tasso são reais e cresce nitidamente a cada dia, na avaliação de observadores acostumados a cobrir o ambiente senatorial.
PDT ainda indefinido
Inquirido por este redator durante o programa ‘Ponto e Vírgula’ da Difusora FM, o senador eleito Weverton Rocha (PDT/MA) revelou que o PDT ainda não discutiu a questão, e que somente o fará em reunião interna marcada para o próximo dia 12 vindouro, em Brasília, quando os pedetistas fecharão questão sobre a eleição da Mesa Diretora do Senado, bem como suas participações nas principais comissões temáticas da Casa.
Weverton, entretanto, adiantou que ele e a também senadora eleita Eliziane Gama (PPS/MA) votarão unidos, e após avaliarem com o governador Flávio Dino (PCdoB) qual a melhor caminho para os interesses do Maranhão.
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