
A ideia de uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) – conforme fora anunciada pelo presidente Bolsonaro – é boa e muito bem-vinda.
As escolas militares são de indiscutível qualidade, tanto naquilo que diz respeito ao ensino-aprendizagem em si, como no quesito disciplinar de seus alunos. Aqui no Maranhão, por exemplo, que é o único estado da federação governado por um comunista – o governador Flávio Dino é do PCdoB –, a experiência com colégios militares deu certo.
No município de Caxias (MA), que desde 2016 conta com o Colégio Militar Tiradentes IV (ensino médio), terá, já partir do início do ano letivo de 2019, outra unidade similar, o Colégio do Corpo e Bombeiros Militar (fundamental), que, inclusive, está com inscrições abertas para processo seletivo – veja o Edital aqui.
No Maranhão essas escolas são gerenciadas pelo Estado – com membros graduados da Polícia Militar à frente das unidades, ficando a parte pedagoga a cargo da Secretaria de Educação – e, em alguns casos, em parceria com prefeituras.
Tem dado certo. O desempenho dos colégios militares no Enem, por exemplo, é considerado acima da média. E o comportamento dos alunos, dentro e fora de aula, também é elogiado por professores e pelos familiares desses alunos – muitos mudaram para melhor, inclusive, seus comportamentos na convivência familiar.
Aliás, nessas escolas militares não existe esse negócio de aluno agredir ou ameaçar professor, não. A disciplina é rigorosa, ou o cabra anda na linha ou se se dá mal.
A ideia do governo, segundo o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, é expandir esse modelo por meio de parcerias com os estados e municípios. De acordo com o decreto, a chamada Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares – esta é a nomenclatura oficial – a adesão de estados e municípios ao modelo será voluntária.
A exemplo também daquilo que já ocorre no Maranhão, os militares contribuirão com sua visão organizacional, inclusive com a disciplina, e os civis com seus conhecimentos pedagógicos, segundo explica o MEC.
Levando-se em conta a experiência do Maranhão, a iniciativa é boa e para dar certo basta que estados e municípios abracem a causa. As entidades que representam os secretários municipais e estaduais de Educação ainda não se reuniram com a atual gestão do MEC. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que representa os estados, tem reunião agendada para o final deste mês.
Vale aguardar.
Fonte: Ricardo Marques
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