A prioridade de gastos com o que efetivamente deveria ser considerado importante para o cotidiano da população, como a qualidade de atendimento médico e emergencial nas UBS’s e mesmo na UPA, não é bem o forte da gestão Fábio Gentil à frente da Prefeitura de Caxias (MA). Exemplo disto são os custos apresentados pela própria municipalidade, por meio de um suposto documento oficial que circula pelas redes sociais, ensejando os mais variados tipos de comentários, a maioria de desaprovação pelo alto custo da brincadeira cabeluda de natal.
O documento vazado agora é ainda do natal de 2017, primeiro ano de mandato do atual prefeito, e foi postado capciosamente para confundir e gerar descontentamento no meio de populares, mas o custo da brincadeira é de fato alto e os números anotados são mesmo extravagantes – pelo menos para os padrões decorrentes da atual crise fiscal que tem abalado os cofres públicos de todo o Brasil.
Para se ter uma ideia, só a estrutura de uma árvore de natal, com 18 metros de altura, por exemplo, ficou em R$ 73.933,40 – foram três estruturas similares, o que elevou o custo deste item apenas para R$ 221.800,20.
No total, a Prefeitura de Caxias, segundo o documento circulante, investiu R$ 2.011.529,15 (dois milhões, onze mil e quinhentos e vinte nove reais e quinze centavos) para ornamentar a cidade no clima natalino.
Verdade que a cidade ficou bonita e iluminada – pelo menos aquelas avenidas que receberam a ornamentação –, mas é fato que o custo-benefício não resiste a menor observação mais atenta. Sobretudo porque a população tem chiado barbaridade com a precariedade da saúde pública municipal.
GRAMADO
Ressalte-se que a ideia do “Natal Iluminado de Caxias” não é de toda ruim. Aliás, longe disso. A iniciativa é inspirada na cidade de Gramado (RS), onde, aliada ao frio típico daquela região, costuma atrair milhares de turistas durante o período natalino que se deleitam com a ornamentação e aquecem a economia local.
PECADO
Caxias peca ao bancar tudo exclusivamente com recursos oriundos, exclusivamente, do erário, diferente daquilo que ocorre na cidade gaúcha, onde a maior parte do investimento é feita pela iniciativa privada.
Fonte: Ricardo Marques
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Comentários
Fernando Santos da Silva
23/01/2019 14:46
É mesmo ñ me diga