Ricardo Marques

PM Jr. rompe o silêncio e fala sobre a relação com o prefeito Gentil, dentre outros assuntos

Publicado: 24/01/2019 10:26 - Atualizado em 24/01/2019 00:00 - 0 comentário


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John Cutrim entrevista Paulo Marinho Júnior

O vice-prefeito de Caxias, Paulo Marinho Júnior (PP), falou com exclusividade à TV Difusora, de São Luís (MA), sobre a atual conjuntura dos cenários político-partidário e eleitoral caxienses, este último já em evidente e notório processo de formatação com vistas às eleições municipais de 2020. Durante entrevista concedida ao jornalista John Cutrim, no programa Resenha desta quarta-feira (23) – veja aqui –, PMJr. não fugiu da raia e respondeu perguntas sobre os mais variados temas da política local e estadual.

Nas entrelinhas, o vice-prefeito deixou subentendido que quer ser deputado federal e não prefeito, mas se a deputada estadual Cleide Coutinho o apoiasse, ele seria candidato com certeza a prefeito.

PMJr. também deixou exposto nas entrelinhas que não pretende romper com o prefeito Fábio Gentil (PRB), mas não descarta um rompimento futuro.

E fez acenos para o governador Flavio Dino (PCdoB).

Vamos, então, a algumas ponderações deste redator:

O rebento marinhiano é um nome com grandes possibilidades de ascender na seara político-partidária de Caxias. Mas precisa livrar-se daqueles vícios, notórios, que corroeram a imagem da figura do pai, como a incapacidade de admitir os próprios erros, por exemplo.

Diferente daquilo que PM Jr. prega, sua última derrota eleitoral não pode ser creditada ao aliado Fábio Gentil. O jovem agora pepista teve uma votação histórica que, certamente, não teria alcançado sozinho – basta conferir a proporcionalidade das votações para deputado federal que o moço obteve em eleições passadas. Sem o Cabeludo, PMJr. teria tido o que, historicamente, sempre teve sua família, algo que gira em torno dos vinte por cento dos votos válidos.

PMJr. fez uma campanha sofrível lá fora – por vezes este redator chegou alertar durante a campanha. A falta de credibilidade do genitor – incapaz de pagar uma conta, qualquer que seja ela ou o valor – contribuiu sobremaneira para a derrocada do filho.

Outro ponto que Paulinho precisa dispor-se a confrontar são as derrapagens éticas da família Marinho.

Fica estranho assistir ao rebento marinhiano falar em geração de emprego e renda, quando o mundo todo sabe que as empresas de sua família atrasam salários e não costumam honrar obrigações nenhuma de ordem trabalhista ou previdenciária. A própria faculdade da família, a FAI – onde, aliás, estudou este redator –, está sendo executada na justiça por um dívida fiscal que beira os R$ 10 milhões, para ficar apenas neste caso.

INTENÇÕES EXPLICITADAS

Também não dá para esquecer o passado. Simplesmente passar uma borracha na relação umbilical dele com os Sarney. Mudar de opinião é prática comum e pertinente ao ser humano, só idiota não muda de opinião. Neste ponto o jovem está correto, porém, antes de atirar-se com linha e tudo no colo do governador Flávio Dino (PCdoB) e querer uma aproximação com a deputada estadual eleita Cleide Coutinho (PDT), PMJr. precisará deixar suas intenções de tal maneira explicitadas que não restem dúvidas  que seus movimentos não sejam meramente oportunistas. 

Este redator, aliás, somente começaria acreditar num sincero afastamento dos Sarney, se os Marinho devolvessem a rádio controlada em Caxias pela família, a Veneza FM.

MEMÓRIA DE HC

Outro ponto igualmente importante: Uma aproximação dos Marinho com os Coutinho, até em respeito à memória do saudoso líder Humberto Coutinho, exigirá, no mínimo, que o genitor de PMJr. admita, publicamente, que mentiu e peça desculpas pelo fato de ter criado no imaginário popular uma figura medonha para estereotipar HC – inclusive, chamando-o de “assassino do João Viana”, em todas as eleições de 1990 a 2004. Não seria nada demais. Aliás, seria digno até. O homem que reconhece seus erros e tenta redimir-se demonstra possuir bom caráter. O problema é que PM, o pai, não possui. 

FALÁCIA 

Também não dá para engolir PMJr. dizer que só ele seria um bom deputado federal de Caxias. Ora, o moço foi deputado federal por um período, entretanto não trouxe um centavo sequer de recurso para o município por meio da sua atuação parlamentar. 

SÓ OS MARINHO PODEM

Cumpre lembrar que os Marinho – o próprio PMJr., inclusive – costumam adjetivar de “vendido” todo ex-aliado que deixa o grupo político da família, seja para aliar-se a outro ou mesmo manter-se independente. Quer dizer, um Marinho mudar de opinião e trocar de aliados “é pensar em Caxias e no Maranhão”, mas qualquer outro é traição. Francamente!

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