Dezenas de professores da rede pública municipal de ensino de Caxias (MA) protestaram na porta da Câmara de Vereadores durante a abertura do ano legislativo no parlamento municipal caxiense. O retorno da vereança aos trabalhos estava pautado pela votação do projeto de lei de autoria do Poder Executivo que reajusta em 4,17% o piso salarial do magistério público municipal da educação básica para o ano de 2019. A proposta deveria ter sido votada em sessão extraordinária realizada na última quarta-feira (31), porém a votação foi adiada depois que a maioria dos vereadores aprovou o pedido de vistas do vereador Jerônimo (PSB).
Diferentemente daquilo que se viu semana passada, ontem a maioria da vereança foi de extrema diligência pela aprovação, que se deu sem delongas – ainda que não tenha sido unânime. Mesmo o vereador Jerônimo – que pedira vistas na sessão extraordinária – foi célere em votar a favor da proposta governista.
Era para tudo ter transcorrido conforme o figurino previamente traçado pelos governistas. Mas aí, os professores ocuparam a frente da Câmara de Vereadores e protestarem com veemência. Os docentes extravasaram suas frustrações pelo índice de reajuste do piso, que a categoria considera irrisório, e, sobretudo, a não concessão do abono referente a sobra do Fundeb de 2018/2019 e a não ampliação da segunda jornada – este último ponto teria sido prometido ano passado pelo prefeito Fábio Gentil (PRB) e o primeiro era tradição em Caxias, desde o governo Humberto Coutinho.
Barulho democrático
O protesto dos professores foi barulhento, porém democrático e dentro dos limites da ordem. Os docentes apenas gritavam palavras de ordem, de fora da Casa legislativa.
Bombas e corre-corre
Mas aí a polícia foi chamada e interveio com bombas de efeito moral, fato que elevou a tensão e gerou corre-corre.
Mais protestos
Os professores terminaram a noite prometendo mais protestos para hoje e para os próximos dias.
Colhendo o que plantou
O prefeito Fábio Gentil está colhendo aquilo que ele próprio plantou, quando era vereador e debochava do abono de R$ 1 mil concedido pelo então prefeito Leo Coutinho. O Cabeludo dizia na época que a Prefeitura podia pagar “uns R$ 3 mil, no mínimo”.
Ainda ontem à noite, viralizava nas redes sociais uma lista com os nomes dos vereadores “que votaram a favor do prefeito e contra os professores”.
Sortudo
Sorte teve o vereador Luis Carlos, que saiu "Zé Carlos".
Guerra declarada
O fato é que os professores de Caxias declararam guerra ao prefeito Fábio Gentil e aos vereadores.
Vale aguardar os próximos capítulos.
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Comentários
Rondinele Plabio
05/02/2019 20:00
Os milicianos do palácio, tomaram de conta da SEMECT. PF neles!