Bolsonaro em foto com um dos suspeitos; ele é vizinho do outro
O miliciano Ronnie Lessa, preso nesta terça-feira (12), suspeito de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, reside no mesmo condomínio do presidente Jair Bolsonaro. Aliás, a prisão do bandido ocorreu no próprio condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A investigação não aponta nenhuma relação entre o suposto assassino e o presidente, e seria leviandade tentar linkar uma coisa à outra.
Entretanto, o fato de o miliciano morar no mesmo condomínio de Bolsonaro acende a luz de desconfiança, sobretudo na oposição, porque a relação do clã Bolsonaro com a milícia é alvo de especulações desde o início do ano quando se descobriu que o filho do presidente da República e senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) mantinha relações no mínimo suspeitas com o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, suspeito de ser um dos chefes da milícia carioca, que está foragido, acusado de participação nas mortes da vereadora e do motorista.
Esse Adriano, que está foragido desde o começo do ano, foi homenageado por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio em 2003, e, aliás, a esposa e a mãe do foragido trabalhavam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj até novembro de 2018. Ou seja, a relação do clã Bolsonaro com as milícias não é novidade.
Repito, a investigação não aponta nenhuma relação entre o suposto assassino e o presidente, e seria leviandade tentar linkar uma coisa à outra, porém a força-tarefa montada com policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro não deve descartar uma apuração mais detalhada em torno do clã presidencial.
O outro
Na operação desta terça-feira, além de Ronnie Lessa, que teria feito os disparos que mataram a vereadora e o motorista dela, também foi preso outro miliciano, Élcio Queiroz que teria dirigido o carro para levar o matador, segundo a investigação.
Élcio Queiroz é o homem que aparece na foto acima com o presidente Jair Bolsonaro. Coincidência? Pode ser. Mas a força-tarefa tem obrigação de passar a história toda a limpo.
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Comentários
Adriano Quintino De Lima
12/03/2019 13:55
Sabemos bem que a morte da vereadora veio a calhar para o presidente já que ela seria uma pedra no sapato dele durante a campanha
Cicero chaves
12/03/2019 10:08
há onde há fumaça tem fogo mais cedo ou mais tarde a verdade vai aparecer