Ricardo Marques

Moradores de rua e usuários de drogas aterrorizam o centro de Caxias, sem qualquer ação do poder público

Publicado: 26/04/2019 09:31 - Atualizado em 26/04/2019 00:00 - 0 comentário


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A vítima foi atendida pelo Samu

A população de Caxias (MA) vive com medo de ir ao Centro à noite por causa dos muitos moradores de rua – a maioria usuária de drogas – que infestam ruas e praças naquele perímetro, sobretudo a partir das 19h. Nem sempre eles são agressivos. Suas aparências maltrapilhas é que assustam. Eles fedem. Suas roupas estão sempre sujas e rasgadas; os olhos vidrados. Pedem um “troco” a qualquer um que por lá passar.  

Essas pessoas formam uma legião invisível para a sociedade, que só se dá conta da existência deles quando necessita ir a uma farmácia no meio da noite. As autoridades fingem não enxergá-los. São zumbis excluídos do convívio social saudável, entregues à própria sorte. Também não são assunto de reportagens, salvo quando ocorre um incidente como o registrado nesta noite de quinta-feira (25), quando dois deles brigaram feio e um acabou esfaqueado em plena área de autoatendimento da agência local da Caixa Econômica Federal.

A vítima foi socorrida pelo Samu e levada para o hospital em estado grave. O autor foi preso em flagrante e identificado na delegacia. Sim, esses zumbis socialmente excluídos também são pessoas; têm identidade, como qualquer cidadão comum.

O fato é que aqueles moradores de rua também são gente. Eles precisam de atenção social. Temos mês de toda as cores, durante o ano todo. Todo mês tem uma cor para isso; uma cor para aquilo... Enquanto esse problema social, que também é um problema de saúde e de segurança pública, continua invisível, sem receber a mínima atenção do poder público nas suas mais diferentes esferas de atuação.

Devido ao fato da noite passada, os moradores de rua e usuários de drogas que infestam o Centro de Caxias e aterrorizam as pessoas amanheceram como a principal pauta desta sexta-feira (26).

Se alguma medida realmente efetiva para enfrentar o problema será tomada, no sentido de acolher aquelas pessoas e proteger a sociedade? Este redator acredita que não. Vale aguardar!

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