Pode-se dizer que ainda é cedo para jogar o jogo que vai ser jogado nas eleições municipais do ano vindouro. No imaginário popular, tal argumento pode até emplacar, mas no dia a dia da ambiência político-partidária e eleitoral, sabe-se que as articulações costumam ser intensificadas muito antes de as pedras serem expostas no xadrez da disputa propriamente dita. Observadores mais experientes sabem que a formatação de alianças começa desde muito cedo. E no campo eleitoral, a pavimentação do caminho costuma aliviar futuras incerteza urnísticas.
Daí porque, o bastidor político de Caxias ferve em expectativas e intrigas. Diariamente há troca de fogo amigo, sobretudo pelas redes sociais, através de textos apócrifos – até blogs fajutos estão sendo disseminados para plantar discórdia.
É tudo em nome da legítima disputa por espaços no poder, ressalte-se. Uns querem manter suas trincheiras recém-conquistadas. Outros querem conquistar ou reconquistar essas mesmas trincheiras. Tem sido assim e assim será na eterna luta pelo poder, é da natureza do homem.
De modo que quem está dentro quer continuar e quem está fora quer entrar. Como a barca não abarca todo mundo – pelo menos não sem gerar desconforto em alguns que se acham confortavelmente acomodados –, é natural que haja essa eterna contenda. Fatos novos devem ser anunciados em breve, para alívio de uns e desconforto para outros. É jogo que segue.

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