
Bolsonaro comemorou o resultado pelo Twitter
Criado no governo FHC – com nomenclatura de “Bolsa Escola” – e aprofundado nos governos Lula e Dilma, o programa Bolsa Família é um instrumento fantástico de distribuição de renda... Mas faltava rigor na exigência da contrapartida dos beneficiários, de manter as crianças na escola. Agora o governo Bolsonaro está fazendo isso. Como resultado, estudantes beneficiados pelo programa registraram frequência recorde em sala de aula nos meses de junho e julho deste ano. Dados do Ministério da Educação mostram a presença de 12,5 milhões de estudantes de 6 a 17 anos nas escolas nesse período, o que é uma boa notícia para a educação brasileira.
O número representa 91,18% do total de 13,7 milhões de alunos cujas famílias são beneficiárias do programa. Trata-se do maior percentual da série histórica, iniciada em 2007. O resultado é fruto do monitoramento que o governo está fazendo das crianças na sala de aula, medida louvável. Não custa lembrar que um dos requisitos para a manutenção do benefício do Bolsa Família é justamente a frequência escolar de crianças e adolescentes atendidos pelo programa. A cada dois meses, as escolas públicas devem registrar a frequência dos estudantes contemplados, pelo Sistema Presença, do MEC. Os dados são depois encaminhados ao Ministério da Cidadania, responsável pelo Bolsa Família.
Levando-se em conta o fato de o Bolsa Família ser destinado a famílias com renda mensal que variam de R$ 89,00 a R$ 108,00 reais por pessoa, e que só é repassado se a frequência escolar for de pelo menos 85% para cada criança e adolescente de seis a 15 anos, e de 75% para jovens de 16 e 17 anos, isso significa que os filhos da parcela mais pobre da população estão mais tempo em sala de aula, com possibilidade de, com mais escolaridade, quebrar, no futuro, o ciclo vicioso de pobreza em que essas pessoas estão presas.
O desafio, agora, é oferecer qualidade educacional para esses jovens, uma vez que não basta apenas frequentar a escola, se a mesma não tiver professores qualificados e boa infraestrutura.
Fonte: Ricardo Marques

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