
Seu Jorge, impagável na pele do bandido "Edson"
Seria possível expor aqui vários motivos para dizer que vale a pena assistir a primeira temporada de “A Irmandade”, a nova série brasileira original da Netflix. O enredo trata do submundo da criminalidade com foco no nascimento de uma facção criminosa dentro de um grande presídio. A direção é de Pedro Morelli – o mesmo dos longas "Entre nós" e "Zoom" – entretanto, se alguém falasse que a direção é do José Padilha – “Tropa de Elite”, “O Mecanismo”, “Narcos”... – ninguém iria contestar.
Não que o Morelli procure imitar o Padilha. Nada disso. A semelhança está na qualidade da produção. O filme tem sequências eletrizantes, com tomadas em movimento de câmeras nervosas, que trazem uma sensação de realismo – típico do trabalho de Padilha. O enredo é centrado num bandido, o Edson, magistralmente interpretado pelo Seu Jorge. Aliás, não seria exagero algum afirmar que a performance de Seu Jorge, por si, já valeria a audiência de “A Irmandade”.
Pena que por tratar-se de uma série, devido ao sucesso, inclusive impactando na chegada de novos assinantes, muito provavelmente, deverá vir por aí uma segunda temporada – o que quase sempre não é legal.

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