O trio parada dura
Há uma obstinação do vice-prefeito de Caxias Paulo Marinho Júnior (PL) para conseguir um mandato, ainda que temporariamente. O moço – na foto acima ladeado por uma das lendas da corrupção brasileira, o ex-deputado federal e, por incrível que pareça, ainda presidente nacional do PL, Waldemar da Costa Neto – vai assumir por 120 dias, numa negociação com o deputado federal e dono do PL no Maranhão, Josimar Maranhãozinho – que planta, através de PMJ uma semente sua em Caxias (MA), de olho na disputa pelo Palácio dos Leões, em 2022.
Não será a primeira vez que PMJ assume por vias transversais. Em 2012, ele virou deputado federal por 120 dias, ao assumir a suplência de um deputado do MDB, com uma atuação bisonha.
O rapaz é filho de um conhecido casal de políticos, os ex-prefeitos de Caxias Paulo e Márcia Marinho, ambos fichas sujas. O pai, inclusive, teve o mandato de deputado federal cassado por corrupção, em 2005.
PMJ é ruim de voto. Foi derrotado em todas as eleições que disputou. Saiu derrotado em 2010, para deputado federal; 2012, prefeito de Caxias; 2014, deputado federal... Foi salvo pelo gongo ao pegar carona na histórica eleição de Fábio Gentil (PRB), em 2016, mas restou novamente derrotado, em 2018, para deputado federal.
Este redator não vê com bom olhos o cara que vive atrás de um mandato e desconfia das intenções por trás dessa obstinação.
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