
A Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA) monitorou o desempenho dos juízes e servidores da Justiça estadual de primeiro grau nos períodos de trabalho remoto - no início da pandemia de coronavírus, em março e abril de 2020 e o mesmo período de 2021, na fase mais crítica da crise sanitária no Brasil, e apurou que a produtividade foi superior em pelo menos 50%, na maioria dos atos praticados por juízes e servidores.
A análise foi feita pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Paulo Velten, ao comparar os dados e informações sobre o quantitativo dos serviços judiciários praticados a distância por magistrados e serventuários, no período de 8 de março a 30 de abril de 2021, comparado ao mesmo período de 2020, que demonstram a escalada da produção de atos judiciais e processuais, apesar das limitações impostas ao atendimento da demanda pelas medidas restritivas de controle da Covid-19.
De acordo com os dados extraídos do relatório da Divisão de Estatística da CGJ-MA, os percentuais da produtividade relacionadas aos atos praticados por magistrados e servidores, por meio virtual, em 2021 superaram os de 2020, em todas as atividades realizadas, até mesmo quando comparados aos percentuais dos anos anteriores à pandemia, quando o Judiciário funcionava em condições normais de trabalho.
PRODUTIVIDADE
Dentre os atos executados em conjunto pelos juízes de Direito e servidores, no mesmo período de trabalho remoto 2021/2020, houve aumento percentual de 50,26% nos que estão relacionados às audiências e sessões do Tribunal do Júri e de 50,02% na produção dos julgamentos, decisões e despachos. Nos julgamentos, decisões e despachos, exclusivos de juízes, o percentual foi de 13,92% e de 55,18% nos atos praticados somente por servidores.
Em números, essas estatísticas representam o incremento da produtividade de juízes e servidores, virtualmente, com 2.771.691 atos, audiências e sessões do júri; 2.749.184 atos, julgamentos, decisões e despachos e 262.123 atos exclusivos de magistrados e 2.477.061 atos exclusivos de serventuários. Um dos melhores resultados nos índices da produtividade foi obtido na realização das audiências e sessões do Tribunal do Júri Popular: 22.507 em 2021, contra 11.874 em 2020 - um aumento percentual de 89.55%.
PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO
De acordo com o relatório, o trabalho remoto do ano de 2021 (08/03 a 30/04/2021) coincidiu, em boa parte, com o período de trabalho remoto do ano de 2020 (23/03 a 30/06/2020). Em termos gerais, a produtividade no período do teletrabalho ainda foi maior que a registrada nos anos de 2018 e 2019, no mesmo período avaliado. Dentre os fatores que contribuíram para a melhoria do desempenho, foram apontados o avanço na implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) nas comarcas, a nomeação de novos juízes e uso das ferramentas eletrônicas no serviço remoto, como a videoconferência, e os assistentes virtuais, que automatizaram aos usuários.
Para o corregedor Paulo Velten, esse desempenho demonstra o compromisso de magistrados e serventuários com a entrega da prestação jurisdicional para superar os entraves diante do cenário da pandemia, quando a maioria das comarcas do Estado trabalhou enfrentando situações adversas e boa parte delas foi obrigada a suspender o atendimento presencial após a contaminação por coronavírus dos seus colaboradores.
Do início da pandemia, até o dia 30 de março, a contaminação pela Covid-19 foi a causa apontada no afastamento de 676 servidores e 25 magistrados (desembargadores e juízes) das atividades na Justiça estadual, com 16 óbitos registrados até aquela data, segundo registros da Divisão Médica do Tribunal de Justiça informados no dia 30 de abril à CGJ-MA.
SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES PRESENCIAIS
Em razão do recrudescimento das ocorrências, a presidência do Tribunal de Justiça determinou, na Portaria-GP – 382/2021, de 28 de maio, que a partir de segunda-feira, 29, até o dia 6 de junho, as unidades administrativas e judiciárias voltarão a funcionar somente em trabalho remoto de juízes e servidores, no horário das 8h às 18h. Com essa medida, estão suspensas as audiências e sessões presenciais, sendo realizadas apenas pelo sistema de videoconferência, com o auxílio de assistentes e gabinetes virtuais por meios eletrônicos de comunicação com as partes processuais.
Enquanto durar a suspensão do atendimento presencial previsto no arigo 1º da Portaria, permanece assegurado o atendimento das partes e dos profissionais da área jurídica por meio do "Balcão Virtual" e por outros mecanismos de comunicação eletrônica, disponibilizados nos endereços do Tribunal de Justiça e Corregedoria Geral da Justiça na internet.
“Com essa nova suspensão das atividades presenciais, seguimos apostando no compromisso republicano de juízes e servidores com a máxima produtividade possível e a garantia de atendimento aos advogados, profissionais que representam à sociedade perante o Judiciário”, afirmou o corregedor.
A adoção da medida considerou que a elevação de casos de Covid-19 já provocou a suspensão do expediente forense por juízes de diversas comarcas do interior e da Região Metropolitana de São Luís. Além disso, levou em conta as altas taxas de ocupação de leitos de UTI no Estado, conforme os informes epidemiológicos divulgados pelas autoridades da saúde.
Fonte: Assessoria de Comunicação Corregedoria-Geral da Justiça
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