
Era um dia qualquer de um mês que não lembro do ano de 1983, quando cruzei com o meu saudoso pai-avô na sala da nossa casa em Baturité (CE). Eu carregava debaixo do braço um disco dos Rolling Stones:
- Olha aí, pai-avô, que massa! – disse eu, estendendo-lhe o disco.
- Quero saber dessas besteiras, seu égua; sou mais as dançarinas do Chacrinha!
Pai-avô nunca foi preconceituoso, embora ele não aprovasse tudo. Contudo, se posteriormente eu tivesse insistido para que ele ouvisse o tal disco, duvido muito que ele ouviria, com certeza não era a praia dele.
O disco que naquela ocasião eu carregava era “Beggars Banquett” (foto), de 1968 – considerado um clássico do rock and roll, com algumas das pérolas produzidas pela lendária banda, como “Sympathy for the devil”, “Street fight men” e “Salt of the Earth”.
Ainda daquele 1968, porém fora do álbum, foi lançado o compacto “Jumpin’ Jack flash” – a minha canção preferida.
Os Rolling Stones são eternos, e este 12 de julho é uma data especial para nós amantes da banda. Há exatos 59 anos (12 de julho de 1962) os caras subiam num palco pela primeira vez, no Marquee Club, na Oxford Street, em Londres. Era noite de uma quinta-feira – nove meses após Mick Jagger e Keith Richards se conhecerem por acaso, num encontro casual na plataforma 2 da estação Dartford, também em Londres, quando ambos, com 17 e 18 anos, respectivamente, estavam a caminho da escola. Como a banda não tinha nome, improvisaram: “Rollin’ Stones”, sem a letra “g”, inspirando-se em uma canção do mitológico Muddy Waters.
Com um histórico de vida pregressa regada a sexo, drogas e rock and roll, ninguém acreditava – nem mesmo eles! – que os Rolling Stones durariam tanto tempo.
Vida longa ao Stones!!!
Vida longa ao Rock And Roll!!!
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