POR FREDERICO LUIZ
A mesma história se repete quase todos os anos. Enchentes de Norte a Sul do Maranhão com famílias desabrigadas.
A água e a lama encharcam e destroem o colchão, os móveis, a geladeira, o aparelho de TV; os sonhos e a esperança da nossa gente ficam por um fio.
Então, vem a gripe, a bronquite, a pneumonia, as doenças infectocontagiosas.
E ainda tem gente que diz. A chuva vem do céu e nós nada podemos fazer.
Podemos sim!
Todo esse caos é provocado pela interrupção do curso natural das águas. São anos e anos de agressão aos Rios Tocantins, Mearim, Balsas, Maravilha, Itapecuru e Anil com seus respectivos afluentes.
Em Imperatriz, a maior cidade do continente maranhense, a canalização, aterro e assoreamento dos Riachos do Cacau, Bacuri, Santa Tereza, do Meio e Capivara foram feitos ao longo dos anos e agora eles cobram o preço.
É preciso revitalizar os recursos hídricos nos centros urbanos em Imperatriz, Grajaú, Barra do Corda, Balsas e São Luís. Refazer os cursos d'água nestes aglomerados e seus respectivos planos diretores.
São obras caras, demoradas e que exigem planejamento debatido pelas populações envolvidos. Governos Federal e do Maranhão, Assembleia Legislativa, deputados federais, senadores, TJMA, TCE-MA, MPMA, MPF e sociedade civil devem se fazer representar.
O dito desenvolvimento sustentável precisa deixar de ser abstrato, de representar um sentimento, e ganhar o status de termo concreto e palpável.
Veja o vídeo AQUI
*Jornalista
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Comentários
Frederico Luiz
03/01/2022 14:09
Obrigado, fico feliz pela reprodução do artigo.