Ricardo Marques

Com as enchentes, mesmo a esperança fica por um fio

Publicado: 03/01/2022 13:10 - 1 comentário


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POR FREDERICO LUIZ

A mesma história se repete quase todos os anos. Enchentes de Norte a Sul do Maranhão com famílias desabrigadas.

A água e a lama encharcam e destroem o colchão, os móveis, a geladeira, o aparelho de TV; os sonhos e a esperança da nossa gente ficam por um fio.

Então, vem a gripe, a bronquite, a pneumonia, as doenças infectocontagiosas.

E ainda tem gente que diz. A chuva vem do céu e nós nada podemos fazer.

Podemos sim! 

Todo esse caos é provocado pela interrupção do curso natural das águas. São anos e anos de agressão aos Rios Tocantins, Mearim, Balsas, Maravilha, Itapecuru e Anil com seus respectivos afluentes.

Em Imperatriz, a maior cidade do continente maranhense, a canalização, aterro e assoreamento dos Riachos do Cacau, Bacuri, Santa Tereza, do Meio e Capivara foram feitos ao longo dos anos e agora eles cobram o preço.

É preciso revitalizar os recursos hídricos nos centros urbanos em Imperatriz, Grajaú, Barra do Corda, Balsas e São Luís. Refazer os cursos d'água nestes aglomerados e seus respectivos planos diretores.

São obras caras, demoradas e que exigem planejamento debatido pelas populações envolvidos. Governos Federal e do Maranhão, Assembleia Legislativa, deputados federais, senadores, TJMA, TCE-MA, MPMA, MPF e sociedade civil devem se fazer representar.

O dito desenvolvimento sustentável precisa deixar de ser abstrato, de representar um sentimento, e ganhar o status de termo concreto e palpável. 

Veja o vídeo AQUI

*Jornalista

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Comentários


Frederico Luiz

03/01/2022 14:09

Obrigado, fico feliz pela reprodução do artigo.