“A CPMI dos Atos Golpistas não passa de um movimento midiático". Quem diz é o ministro da Defesa, José Múcio. Em discurso virtual durante um evento sobre defesa nacional, o ministro foi enfático: “Não há um "grande líder" responsável pelos ataques golpistas aos prédios públicos dos Três Poderes, em Brasília, naquele fatídico 8 de Janeiro.”
José Múcio falou o que muita gente não tem coragem de falar. A CPMI é um festival deprimente de baixaria. Um circo mambembe que expõe a falta de conteúdo de parte considerável dos congressistas da atual legislatura.
Além do mais, é um instrumento desnecessário e contraproducente, porque visa apurar o que já está apurado. A tentativa de golpe — não somente os atos do 8 de janeiro, mas o conjunto da obra, a instigação, etc… — foi fomentada pelo alto clero do bolsonarismo, com os seus bolsominions servindo de bucha de canhão.
O governo foi avisado com antecedência, mas nada fez para impedir as invasões às sedes dos Três Poderes. Um relatório sigiloso enviado pelo GSI — o Gabinete de Segurança Institucional — mostrou que o governo federal havia sido previamente informado sobre eventuais ataques extremistas que ocorreriam no dia 8 de janeiro.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), por sua vez, relatou que identificou a convocação de diversas caravanas com direção à capital federal e teria informado as intenções desses manifestantes, como a invasão ao Congresso Nacional.
O ministro Flávio Dino negou na Comissão de Segurança Pública da Câmara que tenha sido informado com antecedência. Será que cometeu perjúrio? Alguém mentiu! Quem? ABIN, SNI, ou o ministro comunista?
Parece óbvio que os Ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Defesa estavam informados. Não agiram para impedir a chegada das caravanas porque não quiseram. E por que não quiseram? Porque sabiam que o ato ia ser uma grande patacoada e que ia pegar mal para a imagem do bolsonarismo.
O que ainda precisa ser apurado é se, além de ter ficado inerte, o governo facilitou as invasões — como sugerem as imagens que mostram o então chefe do GSI, General Gonçalves Dias, confabulando com invasores em pleno ato, dentro do Palácio do Planalto.
Só para relembrar: Gonçalves Dias é conhecido como o "general de Lula". Ele chefiou a segurança da presidência nos primeiros oito anos que o petista ocupou o cargo. No governo Dilma, o general — que tem nome de poeta —, dirigiu a Coordenadoria de Segurança Institucional. Inclusive, ele foi promovido a general no governo dela.
No mais, a tal CPMI é perda de tempo. Um desperdício de recursos, que tira o foco das questões que realmente importam para o Brasil, como a violência nas escolas, a insegurança nas ruas, a pobreza, o analfabetismo e por aí vai...
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