Ricardo Marques

Minha opção eleitoral é por candidato digno e honrado

Publicado: 02/10/2014 07:28 - Atualizado em 02/10/2014 00:00 - 0 comentário


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Um jovem amigo me contesta nas redes sociais quando afirmo que fiz minha opção eleitoral por candidato digno e honrado. O rapaz diz que “não há políticos dignos” e que “se as investigações fossem sérias, não haveria quem fizesse política digna nesse país”.

Eu discordo plenamente!

Esse argumento, que tenta jogar todos os políticos numa mesma vala comum, fazendo-os parecer imoralmente iguais, é artifício para engabelar incautos. Há homens dignos na política, sim, como há homens indecentes nas igrejas. Jamais devemos generalizar.

Quanto à qualidade das investigações, as origens de algumas denúncias até podem ser, de fato, tenebrosas. Porém, investigações sérias existem, existiram e existirão sempre. Desacreditar das nossas instituições é a maneira mais banal de deixar-se cair nas armadilhas dos corruptos. Ainda que as nossas leis sejam brandas e os homens falhos, devemos preservar as nossas instituições, do contrário no quê vamos acreditar?!

Ademais, não devemos confundir o político vítima de perseguições políticas – cujas denúncias com o tempo se esvaem por serem mentirosas -, daqueles que acabaram condenados, após inúmeras medidas protelatórias (recursos e mais recursos). Corrupto e ficha suja é aquele condenado em sentença transitada em julgado em última instância, quando não cabe mais recurso.

Veja que a nossa legislação preserva uma série de recursos que podem protelar por uma eternidade a condenação de um corrupto. Entretanto, neste ponto, acredite, a lei visa salvaguardar a honra e o direito dos cidadãos de bem, a fim de evitar que eles sejam injustiçados.

Até compreendo a angústia daqueles que perderam totalmente a fé nos políticos. De fato, não é fácil separar o joio do trigo. Os corruptos fazem muito barulho, e tentam fazer crer que não há mais políticos dignos. Mas, como eu disse, eles existem, sim.

Nós eleitores é que devemos ir fundo na origem dos candidatos, a fim de melhor conhecê-los. Devemos observar se as palavras jogadas ao vento se harmonizam com as ações dele – e da família dele. Sim, o berço do candidato conta muito na hora de tentar saber quem de fato ele é. Filho de corruptos inveterados, criado em um ambiente de corrupção deslavada, fatalmente será corrupto tal qual o pai e/ou a mãe. Pense nisso!

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