Felizmente, no Maranhão até o momento não há registro de morte. Infelizmente, as pessoas ainda facilitam a propagação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
POR RICARDO MARQUES
Este ano já são mais de 390 mil casos prováveis de dengue no Brasil, de acordo com o painel de monitoramento de arboviroses do governo federal. Até esta quinta-feira (8), 54 pessoas haviam morrido em consequência da doença, contudo o número de óbitos pode passar de 300, se os casos sob investigação forem confirmados. No Maranhão, felizmente, até o momento não há registro de morte por dengue. O número de casos prováveis da doença no estado chega a 184. Entre os maranhenses, a incidência da doença é maior na faixa etária entre 30 e 39 anos. 51,1% são mulheres.
O calor recorde e chuvas acima da média, aumentaram os focos do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. O Ministério da Saúde estima que em 2024 o país pode registrar mais de 4 milhões de casos da doença. Muitas cidades já se encontram em situação de emergência. No início da semana, a ministra Nísia Trindade se pronunciou em cadeia nacional de rádio e televisão. Manifestou preocupação. Pediu que governadores, prefeitos e população ajudem o governo federal no enfrentamento à dengue.
Para combater essa epidemia, o Ministério da Saúde mobilizou uma força-tarefa em todo o território nacional. Especificamente no Maranhão, 4.229 agentes de combate às endemias estão em campo, visitando residências em todos os municípios para promover a conscientização da população. Este esforço conjunto é vital para interromper a disseminação do Aedes aegypti, vetor não apenas da dengue, mas também de outras doenças graves como chikungunya e zika.
É de extrema importância que a população colabore, eliminando de suas residências qualquer recipiente que possa acumular água, como garrafas, embalagens descartáveis, latas, vasos de plantas, pneus e plásticos. Estes são os locais preferidos pelo Aedes aegypti para a postura de seus ovos, facilitando a propagação da doença. Entao, fique esperto!
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