Ricardo Marques

O rei não está nu

Por: Assessoria de Imprena | Publicado: 12/08/2015 09:07 - Atualizado em 31/12/1969 21:00 - 0 comentário


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Por Gustavo Pinheiro

 

O Brasil é o país dos reis e dos palácios. Há o rei do futebol, o Palácio do Planalto, o rei da juventude, o rei da panelada e há, ainda, Roberto Carlos, cujo reinado atualmente se estende para além da juventude e abrange toda a música popular brasileira, numa margem indefinida de “poder”.

 

Mas antes não era assim... pelo menos para Roberto Carlos.

 

Como relata Oscar Pilagallo, “aos seis anos (Roberto), teve a perna direita prensada pela roda de um trem. Socorrido por um homem que fez um garrote com seu paletó de linho, foi levado ao hospital, onde sofreu amputação na altura da parte superior da canela. Como a família não tinha recursos suficientes para a prótese, Roberto Carlos passou o restante da infância andando de muleta”.

 

Dizem que o rei não gosta de falar sobre esse acidente e suas consequências óbvias, embora o tenha feito poeticamente nas músicas “O Divã” e “Traumas”.

 

Por outro lado, do ponto de vista psicológico, é possível encontrar no website do cantor a seguinte afirmação dele sobre o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): “a princípio pensei que pudesse me curar. Tentei fazê-lo com a ajuda de um livro que fala do assunto. Mas logo vi que o transtorno obsessivo-compulsivo é algo muito mais sério do que em geral se imagina”.

 

Do ponto de vista simbólico a mensagem é uma só: Roberto Carlos é rei sim, mas rei da superação, sobretudo.

 

Sempre me chamou muito a atenção um clipe do artista da canção “Aquela casa simples”. Nele o compositor volta à sua terra natal “cavalgando um trem”, deixando claro que tudo o que levou para o mundo foi “o amor, coragem, as bençãos de meu pai, a fé e um violão”.

 

A superação de Roberto deve ser enxergada como um modelo para todo o País, para todos aqueles que têm dificuldades a serem vencidas.

 

O exemplo do “Rei da Superação”, junto com seu talento e genialidade, deve inspirar as pessoas que padecem de alguma deficiência, pois se com coragem ele chegou lá, é possível a todos e quaisquer um de nós a realização de uma vida plena e de sucesso.

 

Assim, convém perceber que a vida pública de Roberto Carlos é motivo de orgulho nacional e deve servir de inspiração para todo o País. Quantas pessoas sofrem sozinhas e desamparadas sem a oportunidade ou a coragem de procurar um médico? Quantos sofrimentos poderiam ser enfrentados tendo como referencial a vida esplendorosa do maior cantor do Brasil (exatamente como previu seu pai em um de seus clipes)?

 

Não, Roberto Carlos não é simplesmente um “cara” supersticioso; a sua vida – e não somente suas canções – deve levar a um reinado de plenitude para os demais, pois, afinal, o rei nunca esteve nu.

 

*Mestre em Direito



Fonte: Assessoria de Imprena

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