POR RICARDO MARQUES
Lula volta ao Maranhão nesta segunda-feira, para entregar em Imperatriz um residencial do programa Minha Casa, Minha Vida — uma obra que deveria ter sido concluída em 2012, mas que só agora sai do papel. A visita tem peso simbólico: é mais que uma agenda social, é um ato político em meio à crise que divide sua base no estado.
De um lado, o governador Carlos Brandão, firme no cargo, já avisou que fica até o fim do mandato e articula a sucessão com o secretário Orleans Brandão, sua aposta pessoal. Do outro, os dinistas — remanescentes do grupo outrora liderado pelo ex-governador e agora ministro do STF Flávio Dino — contavam com a renúncia de Brandão para que o vice, Felipe Camarão, assumisse o governo e concorresse à reeleição — o que os recolocaria no comando do Palácio dos Leões.
No meio desse fogo cruzado, Lula tenta exercer o papel de pacificador, dizendo que quer conversar com os dois lados. Mas é difícil imaginar o presidente se voltando contra Brandão, que tem 64% de aprovação popular e vê seu pré-candidato — até pouco tempo um desconhecido — já bem-colocado e subindo nas pesquisas.
No fim das contas, a entrega das casas em Imperatriz pode ser o cenário perfeito para Lula repetir o discurso da reconstrução… não só das moradias, mas também da unidade política do seu grupo no Maranhão.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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