A divisão na base aliada do Maranhão preocupa o presidente Lula (PT), que tenta pacificar o governador Carlos Brandão (sem partido) e o grupo político ligado a Flávio Dino, hoje ministro do STF. Em visita a Imperatriz, onde inaugurou um conjunto habitacional, Lula fez um apelo pela unidade. “Quando a gente começa a brigar dentro de casa, acaba dando ao adversário a chance de ganhar”, alertou em entrevista à TV Mirante.
A crise se agravou com a disputa pela sucessão de 2026: Brandão apoia o sobrinho Orleans Brandão (MDB), enquanto aliados de Dino defendem o vice-governador Felipe Camarão (PT). O rompimento entre Brandão e o grupo de Dino é considerado irreversível e se reflete em embates políticos e judiciais, como na eleição da Assembleia Legislativa e na escolha de conselheiros do Tribunal de Contas.
O fosso aumentou após a senadora Ana Paula Lobato assumir o comando do PSB, levando Brandão a deixar o partido. Camarão, antes interlocutor do governador, se afastou e tem se aproximado do prefeito Eduardo Braide (PSD), potencial nome da oposição ao lado de Lahesio Bonfim (Novo).
Brandão tenta demonstrar força com apoio de cerca de 180 prefeitos e partidos conservadores, como PP e União Brasil. Já o grupo dinista acusa o governador de se distanciar da esquerda e agir de forma personalista.
O PT, que integra o governo estadual sem protagonismo, será decisivo no processo. Segundo o deputado Rubens Pereira Júnior (PT), Lula conduzirá pessoalmente as negociações para tentar reconstruir a unidade. Uma conversa entre o presidente e Brandão deve ocorrer esta semana.
Fonte: Com informações da Folha de S. Paulo
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