POR RICARDO MARQUES
O tabuleiro político do Maranhão começa a se mover antes da largada oficial da corrida eleitoral. No Palácio dos Leões, o governador Carlos Brandão colocou ponto final nas conversas sobre uma eventual renúncia articulada com o vice, Felipe Camarão. Camarão reafirmou que não deixa o cargo, e o governo preferiu encerrar o assunto.
Pesou, sobretudo, o receio de que uma eleição indireta na Assembleia Legislativa fugisse do controle político do Executivo. A possibilidade de o Parlamento escolher um nome fora da órbita do governo, repetindo impasses recentes, gerou cautela. Até mesmo a alternativa de um governador-tampão, como chegou a ser cogitado, acabou esbarrando nesse histórico de incertezas. Por ora, a tese da renúncia perde força — e o governador parece que vai mesmo "Zéreinaldear" — ou seja, ficar até o fim do mandato — embora o calendário legal ainda mantenha a janela aberta até abril.
No interior do estado, os sinais também são claros. Em Timon, o grupo liderado por Chico e Luciano Leitoa já fechou questão: apoio garantido à reeleição do senador Weverton Rocha. A segunda vaga ao Senado, no entanto, segue em aberto, condicionada às alianças e ao desenho final da conjuntura estadual.
O que se vê é um cenário de cautela, cálculo e espera. As peças já estão no tabuleiro, mas ninguém quer arriscar o primeiro movimento.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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