POR RICARDO MARQUES
Há políticas públicas que rendem manchete.
E há aquelas que mudam vida — mesmo sem fazer barulho.
O Minha Casa, Minha Vida está mais para a segunda categoria.
No Maranhão, os números falam por si — e, nesse caso, falam alto: foram 25,8 mil moradias entregues entre 2023 e o início de 2026.
Uma média de mais de 8,4 mil por ano.
Mas o dado que realmente revela a escala do movimento é outro: 70,1 mil unidades contratadas no estado, com R$ 7,6 bilhões em investimentos.
Isso não é só obra.
É política pública funcionando.
Porque casa não é só parede e telhado.
É endereço.
É estabilidade.
É o começo de uma vida organizada.
E há um ponto que costuma passar despercebido: programas assim têm efeito em cadeia.
Movem a construção civil, geram emprego, aquecem a economia local — e, ao mesmo tempo, atacam uma das faces mais duras da desigualdade.
No Brasil, desde 2023, já são 1,4 milhão de unidades entregues.
No Maranhão, onde o déficit habitacional sempre foi um problema estrutural, esse volume ganha ainda mais relevância.
Claro: ainda falta muito.
O próprio governo fala em zerar o déficit — meta ambiciosa, talvez até distante.
Mas há uma diferença importante entre discurso e execução.
Aqui, há execução.
E, num país acostumado a promessas que não saem do papel, isso não é detalhe — é exceção.
Sem romantizar, sem ignorar falhas, sem transformar política pública em propaganda:
quando o Estado acerta, é preciso dizer.
Porque, no fim das contas, cada chave entregue não é só uma estatística.
É uma família que deixa de viver de favor, de improviso, de incerteza.
É dignidade com endereço fixo.
E isso — convenhamos — não é pouca coisa.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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