Ricardo Marques

Justiça que sai do papel

Por: O comentário do dia de Ricardo Marques | Publicado: 18/04/2026 10:11 - 0 comentário


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POR RICARDO MARQUES 

Em tempos de cobrança por produtividade, há um detalhe que faz toda a diferença: quando a Justiça deixa de ser estatística e passa a ser presença.

O que se viu em Caxias e Alcântara não foi apenas eficiência — foi sentido. Mais de 10 mil atendimentos, centenas de audiências, milhares de orientações jurídicas, serviços de saúde, documentação, regularização… números que impressionam, sim — mas que, sobretudo, revelam algo maior: capilaridade social.

Sob a condução do ministro Carlos Augusto Pires Brandão e do desembargador Roberto de Carvalho Veloso, com a atuação direta de magistrados como Luiz Régis Bomfim Filho e Hugo Abas Frazão, e colaboração do advogado Washington Torres, o Judiciário mostrou que pode, sim, ir além do rito — e alcançar a realidade.

Em Caxias, a Justiça foi à praça. Em Alcântara, foi à história — ao território, à cultura, à dor acumulada de comunidades inteiras. E ali, mais do que julgar, ouviu. Mais do que decidir, mediou.

Isso não é pouca coisa.

Porque há conflitos que não cabem numa sentença. Há demandas que não se resolvem no silêncio dos autos. E há uma sociedade que precisa ver o Estado de perto — funcionando, dialogando, entregando.

Quando mais de 10 mil atendimentos deixam de ser números e passam a ser histórias resolvidas, documentos regularizados, direitos reconhecidos — o Judiciário deixa de ser distante.

E passa a ser útil.

Veja o comentário em vídeo (aqui)



Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques

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