POR RICARDO MARQUES
Em tempos de cobrança por produtividade, há um detalhe que faz toda a diferença: quando a Justiça deixa de ser estatística e passa a ser presença.
O que se viu em Caxias e Alcântara não foi apenas eficiência — foi sentido. Mais de 10 mil atendimentos, centenas de audiências, milhares de orientações jurídicas, serviços de saúde, documentação, regularização… números que impressionam, sim — mas que, sobretudo, revelam algo maior: capilaridade social.
Sob a condução do ministro Carlos Augusto Pires Brandão e do desembargador Roberto de Carvalho Veloso, com a atuação direta de magistrados como Luiz Régis Bomfim Filho e Hugo Abas Frazão, e colaboração do advogado Washington Torres, o Judiciário mostrou que pode, sim, ir além do rito — e alcançar a realidade.
Em Caxias, a Justiça foi à praça. Em Alcântara, foi à história — ao território, à cultura, à dor acumulada de comunidades inteiras. E ali, mais do que julgar, ouviu. Mais do que decidir, mediou.
Isso não é pouca coisa.
Porque há conflitos que não cabem numa sentença. Há demandas que não se resolvem no silêncio dos autos. E há uma sociedade que precisa ver o Estado de perto — funcionando, dialogando, entregando.
Quando mais de 10 mil atendimentos deixam de ser números e passam a ser histórias resolvidas, documentos regularizados, direitos reconhecidos — o Judiciário deixa de ser distante.
E passa a ser útil.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!