POR RICARDO MARQUES
Tem coisa mais humilhante na política do que convite para servir de figurante de luxo? Pois foi exatamente isso que PT, PCdoB e PSB enviaram ao PSOL no Maranhão: uma carta quase religiosa, cheia de “fraternidade”, “diálogo” e “construção coletiva”… aquelas palavras que aparecem quando falta voto, falta entusiasmo e sobra desespero.
O texto diz: “é hora de somarmos forças”.
Forças para quem, cara-pálida?
Porque, convenhamos: Felipe Camarão continua tentando decolar politicamente como avião sem pista. Não empolga. Não arrasta multidão. Não produz onda popular. E aí se agarra à imagem de Lula como náufrago agarrado numa tábua no meio do oceano, esperando que o prestígio presidencial faça o milagre que a própria candidatura não consegue fazer.
E o mais curioso é o destinatário da carta: o PSOL. Justamente o partido que, nacionalmente, talvez tenha sido um dos poucos a preservar alguma coerência ética nessa sopa morna da esquerda brasileira. Foi o PSOL que peitou o Congresso e levou ao STF a obscenidade chamada emenda Pix.
Convidado, não aceitou entrar na federação petista.
Agora, no Maranhão, querem convencer o PSOL a abrir mão de candidatura própria para virar bucha eleitoral de um grupo político que já começa a sentir cheiro de crepúsculo.
Resta saber se o PSOL resistirá ao canto da sereia… ou se embarcará nesse Titanic político tocando violino enquanto a água sobe.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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