POR RICARDO MARQUES
A pré-campanha para o Governo do Maranhão começa a ganhar forma… e uma constatação já aparece de maneira muito clara: quem produz agenda política ocupa espaço; quem não produz desaparece do noticiário.
Hoje, o pré-candidato que melhor compreendeu essa lógica parece ser Orleans Brandão. Há uma estratégia visível de presença constante no interior e na capital. Encontros segmentados, mobilizações e forte distribuição de conteúdo político.
Resultado: Orleans aparece todos os dias no radar da imprensa.
Eduardo Braide continua forte nas pesquisas, mas sua pré-campanha ainda se movimenta de forma discreta — sem aquela força de outrora, até mesmo no TikTok. O nome circula muito mais pelos levantamentos eleitorais do que por fatos novos do cotidiano político.
Lahesio Bonfim mantém presença consolidada nas redes sociais e no eleitorado conservador, mas ainda enfrenta dificuldade para transformar esses movimentos em agenda contínua no noticiário tradicional.
Já Felipe Camarão tenta acelerar o ritmo com o “Diálogos pelo Maranhão”, buscando nacionalizar sua imagem ao lado do presidente Lula e ampliar sua presença política no interior — ainda assim, até aqui, faz uma pré-campanha raquítica.
Enilton Rodrigues — que enfrenta fortes pressões externas e internas para abrir mão da disputa — aposta na escuta popular e em viagens pelo estado para construir um programa de governo mais ligado aos movimentos sociais.
Saulo Arcangeli, por sua vez, mantém uma atuação mais ideológica e militante, ainda com pouca repercussão no debate estadual mais amplo.
No fundo, a lição é simples: em política, espaço vazio não existe. Quem ocupa o debate público diariamente ganha visibilidade e acaba largando na frente.
Vale anotar: Eleição também se disputa no volume da presença, da narrativa… e da capacidade de produzir fatos.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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