POR RICARDO MARQUES
A eleição para o Governo do Maranhão apresenta uma situação aparentemente inédita no estado: os dois principais candidatos da disputa pertencem à mesma família.
Como discorreu o jornalista Raimundo Borges, em sua coluna no jornal O Imparcial, Eduardo Braide e Orleans Brandão são primos de segundo grau.
O pai de Eduardo é primo da mãe de Orleans.
Até agora, porém, o parentesco parece falar mais alto do que a rivalidade eleitoral.
Eduardo concentra seus ataques no governo Carlos Brandão.
Orleans, por sua vez, evita confrontar diretamente o primo.
Seja por civilidade, estratégia política ou prudência de família, os dois mantêm uma disputa relativamente urbana.
Os eleitores é que parecem inimigos.
Nas redes sociais, há militantes trocando insultos, desfazendo amizades e tratando adversários políticos como inimigos mortais.
Enquanto isso, os primos medem as palavras.
É compreensível.
A eleição passa. A família fica.
Depois da apuração, Eduardo e Orleans poderão se encontrar tranquilamente em alguma reunião familiar, trocar cumprimentos e até conversar sobre os acontecimentos da campanha.
Já alguns eleitores talvez continuem bloqueados nas redes sociais, sem falar com amigos e parentes, carregando ressentimentos por uma guerra que nunca foi verdadeiramente deles.
A política tem dessas ironias.
Os candidatos disputam votos, espaços e poder, mas conhecem perfeitamente os limites do confronto. Parte da torcida, não.
Por isso, antes de insultar alguém ou romper uma amizade em defesa de qualquer candidato, convém lembrar: na eleição dos primos, a briga mais feia pode acabar ficando apenas para os eleitores.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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