POR RICARDO MARQUES
É 7 de Setembro.
Preparem os cavalos, desembainhem as espadas e procurem um riacho.
O Brasil comemora novamente sua Independência.
A cena é bonita. Mas a História é mais complicada que os quadros pendurados nas escolas.
Quem libertou o Brasil de Portugal foi um português, filho do rei de Portugal e herdeiro da Coroa portuguesa.
Mudamos de país, mas mantivemos a família no trono.
Para milhões de escravizados, a independência ainda demoraria 66 anos.
E o Maranhão?
Por aqui, o grito do Ipiranga chegou atrasado. A adesão só ocorreu em julho de 1823, sob pressão militar de lorde Cochrane, um almirante britânico a serviço do Império.
Ou seja: precisamos de um inglês para nos libertar dos portugueses.
Temos, sim, o que comemorar.
Mas independência também é educação, desenvolvimento, cidadania e soberania.
Talvez ela não tenha terminado em 1822. Apenas começou.
Independência ou dependência?
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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