POR RICARDO MARQUES
A morte de Jemerson Felipe exige apuração rigorosa.
A família afirma que a ambulância esperou três horas por um ferryboat.
Ainda não se pode cravar o nexo entre a demora e o óbito, mas a gravidade do episódio é incontestável.
O governo atual tem obrigação de explicar o ocorrido e corrigir as falhas do presente.
Mas causa espanto ver os dinistas surfando politicamente sobre uma tragédia cuja história também passa pelo governo Flávio Dino.
Foi o governo Dino que decretou a intervenção na Servi-Porto.
Em nome da eficiência, o Estado afastou gestores, assumiu a administração e recebeu poderes até para abrir, encerrar e movimentar contas bancárias.
O resultado foi um naufrágio gerencial: embarcações paradas, serviço sucateado e uma intervenção provisória transformada em herança permanente.
Agora, os responsáveis pelo ontem posam como fiscais indignados do hoje.
E recorrem a uma velha especialidade stalinista: apagar do retrato os personagens inconvenientes e reescrever a história.
Brandão deve responder pelo presente.
Mas o dinismo não pode apagar as próprias digitais do passado.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!